Comitê Estadual da Educação do Campo realiza seu 1º encontro para discutir a educação do campo no Amazonas

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Um dos objetivos do encontro é socializar as experiências da Educação do Campo no Amazonas

Um dos objetivos do encontro é socializar as experiências da Educação do Campo no Amazonas

O Comitê Estadual da Educação do Campo realiza, entre os dias 20 e 21 de agosto, o Iº Encontro do Comitê Estadual da Educação do Campo com a finalidade discutir e consolidar a organização do Comitê Estadual, para que o mesmo possa contribuir nos debates, nas reflexões e nos rumos das políticas da Educação do Campo no Estado do Amazonas.

O encontro está sendo realizado no prédio da Escola Normal Superior da UEA (Universidade Estadual do Amazonas) e auditório anexo localizados na avenida Djalma Batista 2470, e reúne pesquisadores, professores, estudantes, gestores da escola pública, representantes dos movimentos sociais entre outros.

A coordenadora do evento, professora da UFAM (Universidade Federal do Amazonas), Heloisa da Silva Borges, explica que os objetivos do encontro são de socializar as experiências da Educação do Campo no Amazonas, proporcionar o dialogo entre as instituições de ensino, movimentos sociais do campo, organizações não governamentais e órgãos municipais, estadual e federal que atuam com os sujeitos do campo. “Uma vez que algumas conquistas já foram concretizadas legalmente no âmbito nacional, como é o caso das Diretrizes Operacionais para Educação Básica das Escolas do Campo, aplicação da Pedagogia da Alternância e outros. Assim consideramos que o papel do Comitê é de abrir o dialogo para viabilizar a concretização das conquistas legais”.

Além disso, também está sendo travado o debate do papel e as ações do Comitê Estadual da Educação do Campo no Amazonas, a elaboração do Regimento do Comitê Estadual da Educação do Campo e a instituição da coordenação do Comitê.

A coordenadora ressalta ainda que o Comitê Estadual da Educação do Campo no Amazonas é fruto das experiências e da reflexão das instituições públicas de ensino superior, órgãos federais, estaduais e municipais, entidades privadas, movimentos sociais e organizações não governamentais.

Ela tece um breve histórico no qual a Educação do Campo nasce das discussões dos Movimentos Sociais do Campo, com as universidades públicas, em particular com Universidade de Brasília (UNB), Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e outros. Tendo como centro os seguintes pontos: Direito a educação dos sujeitos do campo; especificidades do meio rural; meio ambiente e o trabalho. Assim, podemos dizer que a Educação do Campo é fruto da organização coletiva dos sujeitos do campo, de pesquisadores, educadores, etc., como forma de garantir políticas públicas educacionais no campo.

“Portanto, a  Educação do Campo é uma concepção que compreende a possibilidade de mudanças da sociedade por meio do trabalho pedagógico, rompendo com a ideia da formação tecnicista distante da realidade dos sujeitos do campo. Tendo como objetivo assegurar, garantir qualidade e os direitos dos sujeitos do campo, ao acesso a escola pública, com currículo com base no contexto social, político, econômico e cultural de sua comunidade”, conclui.

Roberto Brasil