Produtores devem notificar vacinação do rebanho até quinta-feira, 15

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Os produtores de 21 municípios devem notificar até quinta-feira, 15, a vacinação do rebanho dentro da segunda fase da campanha “Amazonas Sem Aftosa” em uma das unidades locais da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) ou do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Amazonas (Idam) – órgãos integrantes do Sistema Sepror.

A campanha “Amazonas Sem Aftosa” integra as ações de Defesa Sanitária Animal para promover a erradicação da doença em todo o Estado, de acordo com as diretrizes do Programa Nacional de Erradicação e Prevenção da Febre Aftosa (Pnefa) do Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), com o apoio da Adaf.

A fase II da primeira etapa iniciou no dia 1° de maio e encerrou no dia 31 do mesmo mês. Apuí, Barcelos, Canutama, Carauari, Eirunepé, Envira, Humaitá, Ipixuna, Itamarati, Juruá, Lábrea, Manicoré, Novo Airão, Novo Aripuanã, Pauini, Presidente Figueiredo, Santa Isabel do Rio Negro, Guajará, Boca do Acre, São Gabriel da Cachoeira e Tapauá são os municípios participantes dessa fase que precisam notificar a vacinação do rebanho.

Registro – De acordo com o diretor-presidente da Adaf, Hamilton Casara, o produtor deve comparecer ao Idam e Adaf do seu município munido da carteira da vacinação. A notificação garante o registro do rebanho no sistema da Agência de Defesa e o repasse dessa informação ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa).

“A compra da vacina e aplicação no rebanho encerrou no dia 31, mas os pecuaristas ainda têm um prazo de quinze dias para notificar a vacinação no sistema da Agência, ou seja, até esta quinta-feira, o pecuarista deverá notificar a vacinação do seu rebanho”, explica.

Multas – Casara ressalta também que os produtores que não comprovarem a vacinação nos escritórios estão sujeitos a multas e proibidos de comercializar os animais. Não poderão, ainda, retirar a Guia de Trânsito Animal (GTA) – documento obrigatório para o trânsito de animal dentro e fora do Estado -, não poderão participar de eventos pecuários e nem transportar os animais para comercialização.

“É importante termos o comprometimento de todos os pecuaristas do Estado e também é preciso que eles saibam a importância da declaração da vacinação junto à Adaf para comprovar que vacinaram os seus rebanhos”, comentou.

No Amazonas, a multa é de R$ 40,00 por cabeça de gado não imunizado, além de mais R$ 300 por propriedade e pagamento dos custos de deslocamento para Adaf realizar a vacinação, de acordo com a Lei nº 2.923, de 27/10/2004, e Decreto nº 25.583, de 28/12/2005.

 

Etapas – A campanha está dividida em duas fases com quatro etapas. Na fase I – primeira etapa – foram contemplados 41 municípios: Alvarães, Amaturá, Anamã, Anori, Atalaia do Norte, Autazes, Barreirinha, Benjamin Constant, Beruri, Boa Vista do Ramos, Borba, Caapiranga, Careiro, Careiro da Várzea, Coari, Codajás, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Itapiranga, Japurá, Jutaí, Manacapuru, Manaquiri, Manaus, Maraã, Maués, Nhamundá, Nova Olinda do Norte, Parintins, Rio Preto da Eva, Santo Antônio do Içá, São Paulo de Olivença, São Sebastião do Uatumã, Silves, Tabatinga, Tefé, Tonantins, Uarini, Urucará e Urucurituba.

Segundo o balanço parcial da agência, 367.912 animais foram imunizados na fase I – primeira etapa dos 41 municípios, com a cobertura vacinal de 92,3 %. Atualmente, o rebanho do Amazonas é de 1.269.534 cabeças, entre bovinos e bubalinos.

Sobre a doença – A febre aftosa é uma doença causada por um vírus altamente contagioso, que acomete bovinos, bubalinos, caprinos, ovinos, suínos e outros animais de cascos fendidos. Toda suspeita de doença vesicular, segundo Casara, é de notificação imediata e obrigatória. Qualquer pessoa que verifique a existência de sinais clínicos – tais como salivação (babeira), claudicação (manqueira), vesículas (feridas) na boca, patas e úbere de bovinos, búfalos, caprinos, ovinos, suínos, além de outras espécies de casco fendido – deverá comunicar imediatamente a unidade mais próxima da Adaf.

Área de médio risco – O Amazonas hoje é considerado médio risco para febre aftosa, segundo classificação do Mapa, tendo atualmente quatro municípios com status sanitário livre de aftosa com vacinação reconhecido internacionalmente: Boca do Acre, Guajará, Sul de Lábrea e Sul de Canutama. Com exceção do Amazonas e Amapá, o restante do País é livre com vacinação e somente o Estado de Santa Catarina é livre sem vacinação.

Mario Dantas