Primeira etapa de projeto apoiado pela Seind é concluída no Rio Negro

By -
O  objetivo é promover o desenvolvimento econômico e sustentável de populações como os povos indígenas

O objetivo é promover o desenvolvimento econômico e sustentável de populações como os povos indígenas

Várias comunidades indígenas do rio Negro foram beneficiadas este ano, no Amazonas, com o fortalecimento das cadeias produtivas do artesanato, extrativismo e pesca. Lideranças de povos como Tukano, Baniwa, Baré e Piratapuya receberam apoio técnico para desenvolver potencialidades nessas áreas e em outras como o turismo, com atividades que vão desde a realização de oficinas, ao acompanhamento do processo de escoamento e comercialização dos produtos indígenas. 

O apoio às ações territoriais é desenvolvido pelo projeto Território da Cidadania Indígena do Rio Negro, que é executado pela Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind) e parceiros, por meio do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funai).

Lançado em 2008 pelo Governo Federal, o programa Territórios da Cidadania é desenvolvido com recursos do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA). O  objetivo é promover o desenvolvimento econômico e sustentável de populações como os povos indígenas.

seind-oficina-sao-gabriel2O Território da Cidadania Indígena do Rio Negro abrange uma área de 295 mil quilômetros quadrados e é composto pelos municípios de Barcelos, Santa Isabel do Rio Negro e São Gabriel da Cachoeira (a 858 quilômetros de Manaus). Uma empresa foi contratada pela Seind para a execução do projeto naquela região do Estado.

A população total é de 80 mil habitantes, dos quais 49 mil (61,87%) vivem na área rural. Os números são do MDA, que aponta ainda a existência de quase 3 mil agricultores familiares, sendo 54 famílias assentadas e 12 terras indígenas.

Dez oficinas – Nessa primeira etapa, o projeto priorizou a realização de uma série de oficinas (dez no total), cujo objetivo foi fazer o diagnóstico sobre o potencial produtivo dos beneficiários. Na comunidade Fonte Boa, por exemplo, localizada em São Gabriel e onde vivem 32 famílias, os indígenas solicitaram a construção de uma casa de farinha comunitária; abertura de um ramal; capacitação rural e aquisição de um barco (voadeira) para dar suporte ao turismo na localidade.

Lá, o trabalho abrange produtos como o açaí, piaçava, seringa, cipó titica e sorva (extrativismo); mandioca, banana, açaí cultivado, abacaxi, cana, macaxeira, pupunha e cará (agricultura); barragens para criação de tambaqui, matrinxã, peixes nativos e tilápia (piscicultura); visitação para conhecimento da cultura (turismo) e confecção de tipiti, remo, vassouras, arco e flecha, balaio, bancos, abanos e outros (artesanato).

Equipamentos – Até o fim deste ano está prevista a entrega de um automóvel do tipo pick-up em Barcelos, uma retroescavadeira em Santa Isabel e um ônibus em São Gabriel.

Roberto Brasil