Presidentes de aéreas atuaram na venda de passagens sem licitação do Governo Federal

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Os presidentes das companhias aéreas participaram pessoalmente de reuniões a portas fechadas com o Ministério do Planejamento, no governo Dilma, para combinar a exclusão as agências de viagens e a compra direta de passagens aéreas, sem licitação, segundo denúncia da associação das agências de viagem no DF (Abav). As aéreas  exigiram pagamento por cartão a fim de evitarem a “inadimplência”. 

Contrariando o princípio constitucional da impessoalidade, as aéreas são o único setor fornecedor do governo pagos com cartão corporativo.

Pelas atas, participaram os presidentes Paulo Kakinoff (Gol), Claudia Sender (TAM), José Efromovich (Avianca) e David Neeleman (Azul).

O esquema no Ministério do Planejamento para favorecer as empresas aéreas faz lembrar o “clube de empreiteiras” na Lava Jato.

Ato administrativo da então ministra Mirian Belchior, considerado ilegal e inconstitucional, dispensou as empresas aéreas de licitação pública. A informação é do colunista Cláudio Humberto.

Roberto Brasil