Presidente da CPI da Pedofilia, deputado estadual Abdala Fraxe, repudia atitudes do Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal

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Dep. Abdala Fraxe

Dep. Abdala Fraxe

O deputado estadual, Abdala Fraxe (PTN), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Pedofilia, repudiou, em pronunciamento, na manhã de hoje, as atitudes do Banco do Brasil e da Caixa Econômica Federal em não prestar as informações solicitadas pela comissão, referentes à quebra de sigilo bancário da Prefeitura de Coari. O presidente garantiu que irá tomar medidas sérias contra as duas instituições.

De acordo com o parlamentar, a exemplo do que, inicialmente, ocorreu com o banco Bradesco, o Banco do Brasil também enviou comprovantes de transações de forma desorganizada e sem os extratos, que são extremamente necessários para o andamento das investigações. Após ser oficiada pela CPI, a instituição alegou que as partes beneficiárias dos valores repassados pela prefeitura não são objetos de investigação, contrariando os poderes, garantidos em lei, da comissão. 

“Essa resposta enviada a CPI, a meu ver, não passa de uma brincadeira de um banco federal que não está respondendo com a realidade dos fatos. Quem decide quem deve ser investigado ou não é a CPI da Pedofilia e não o Banco do Brasil, Caixa Econômica ou qualquer outro banco. A essas instituições cabe nos responder, a lei nos garante isso”, explicou o presidente da CPI.

O parlamentar enfatizou que as instituições bancárias estão se negando a colaborar com a investigação que está sendo feita pela CPI. “Eu posso afiançar que, a partir do momento que essa investigação chegue a um fato concreto, de que o dinheiro da prefeitura não foi usado para financiar a pedofilia, nós seremos os primeiros a dizer que não houve nada, mas sem essa documentação na mão, as primeiras pessoas a serem citadas no relatório da comissão serão as que compõem a superintendência do Banco do Brasil no Amazonas, pela incompetência de questionar o pedido que está sendo feito”, completou.

Prazo negado a Caixa Econômica

O presidente da CPI também informou que negou o pedido da Caixa Econômica Federal de dilatação do prazo de entrega da documentação por mais 60 dias. “A Caixa já havia pedido 60 dias, que foram concedidos, e agora pediu o prazo de mais 60, o qual não concordamos. Não quero crer que o Banco do Brasil e Caixa estejam recebendo algum tipo de ingerência para não nos enviar esses dados”, ressaltou.

O deputado finalizou o seu pronunciamento garantindo às duas instituições que, caso não receba as informações solicitadas, de maneira adequada, irá tomar as medidas mais graves possíveis, dentro dos poderes assegurados à CPI da Pedofilia.

Mario Dantas