Prefeitura transforma feira em centro de negócios

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A transformação de feiras em centros de negócios é o novo conceito que a Prefeitura de Manaus está trabalhando para alguns destes espaços na cidade. No bairro Santa Etelvina, zona Norte, a estrutura reformada e readequada da Feira Municipal Padre Rogério Ruvoletto já é modelo para as demais. No local, os 36 boxes se dividem em variados serviços e os permissionários, agora treinados, atuam como empreendedores a frente de seus negócios.

O trabalho realizado por meio da Subsecretaria Municipal de Abastecimento, Feiras e Mercados (Subsempab), na feira do Santa Etelvina é agora exemplo e será levado para outras feiras da cidade visando criar uma nova cultura nesses espaços.

Os permissionários que nela trabalham se dividem em alas: dos peixes, frutas, verduras, lanches, café regional e bazar. Para atuarem no local, os permissionários precisam cumprir alguns pré-requisitos como a participação em cursos técnicos disponibilizados pela prefeitura que focam nos conceitos de empreendedorismo, atendimento ao cliente e administração básica. Assim, os trabalhadores passam a ter uma visão geral de seus negócios.

O subsecretário da Subsempab, Fábio Albuquerque, explicou que os próximos locais que devem receber esse modelo são as feiras do Alvorada, do Produtor no Santo Antônio, Panair, Manaus Moderna, Glória e Compensa. “Nos próximos quatro anos não serão só feiras, serão grandes negócios dentro de espaços. Haverá serviços já conhecidos como hortifrutigranjeiros e peixaria, mas também loterias, salões de beleza entre outros espaços. Além do Santa Etelvina, já temos esse modelo no Parque Dez e Betânia”, explicou.

Trabalhando na Feira do Santa Etelvina há 17 anos, o permissionário Aldenir Alves enxerga a importância de se atualizar e reformular negócios para se manter no mercado. “Eu trabalho com feira há 17 anos e sempre atuei na rua, sem grande estrutura. Os peixes ficavam expostos ao sol e pegando poeira dos carros que passavam. Aqui dentro conseguimos trabalhar com higiene e oferecer um melhor produto ao cliente, sem contar com esse novo modelo de feiras, permitindo negócios diversos”, destacou.

“Depois que a feira mudou para cá, ganhou esse novo espaço, tudo ficou mais bonito, colorido e organizado”, disse o pedreiro e frequentador da feira, Valcenir Alves, 44. A mudança, segundo ele, também pode ser vista na melhoria do atendimento. “A forma de os feirantes nos atenderem ficou muito melhor. Eles estão mais educados e prestativos”, disse.

Permissionária da feira há um ano e três meses, Artemildes Reis diz que sua motivação aumenta sempre que vê um cliente sair satisfeito de seu ponto comercial. “Como trabalhamos com o público, é muito importante saber que o cliente confia no nosso serviço. Pode ser num cafezinho, num sanduíche ou até mesmo em uma tapioca. Quando sentimos que o cliente fica satisfeito, que gostou do que fizemos, nos engrandece como pessoa e como profissional”, declarou.

Presidente da comissão gestora da feira do Santa Etelvina, Ernane Souza, destaca que anteriormente eles (permissionários) eram apenas feirantes, mas agora são microempreendedores e gerenciadores de negócios. “Antes ocupávamos as calçadas, local destinados para os pedestres, mas agora temos um local apropriado para o nosso trabalho e estamos também capacitados para desenvolvermos melhor nossas funções, de acordo com as exigências dos clientes e do próprio mercado”, destacou.

Roberto Brasil