Prefeitura e Governo do Japão firmam parceria para levar água potável ao Tupé

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A Prefeitura de Manaus e o Governo do Japão deram-se as mãos novamente para a execução de obras em favor da melhoria da qualidade de vida de famílias ribeirinhas da Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) do Tupé. Nesta terça-feira, 21/11, o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antônio Nelson de Oliveira Júnior, e o cônsul-geral em exercício do Japão, Takahiro Iwato, assinaram o termo de doação destinando recursos na ordem de US$ 71,9 mil, do Governo Japonês, para a construção de mais dois poços artesianos, desta vez nas comunidades São João do Tupé e Colônia Central. Em 2015, o prefeito Arthur Virgilio Neto inaugurou dois poços nas comunidades Agrovila e Julião, advindos de parceria firmada com o Consulado.

A assinatura do termo ocorreu na sede da Associação dos Moradores do São João e contou com as presenças dos comunitários e suas lideranças. “Quero agradecer, em nome do prefeito Arthur Virgilio Neto, a atenção dada pelo Consulado Geral do Japão a esse contato que traz consigo a sensibilidade da colônia japonesa para com o povo do Amazonas. Sentimo-nos lisonjeados com mais uma parceria dessa magnitude junto ao Governo do Japão que nos permitirá realizar projetos que trazem melhorias para a qualidade de vida das famílias que residem na Reserva de Desenvolvimento Sustentável do Tupé”, afirmou o secretário Antonio Nelson, acrescentando que o prefeito Arthur Virgílio, como diplomata que é, tem um relacionamento estreito com os consulados dos países e se sente gratificado com mais essa parceria.

O comunitário Álvaro Oliveira Bastos, morador da Colônia Central, disse que a construção dos poços vem em boa hora. “Os poços vão nos ajudar muito porque enfrentamos dificuldades para ter água, já que a Central é a comunidade mais isolada da RDS”, explicou ele, conhecido como “seu” Baru.

Atualmente, os moradores da Colônia Central dependem de um sistema de captação que oferece água de forma inadequada à comunidade. Com o projeto, quatro das seis comunidades passam a contar com abastecimento de água potável, restando apenas duas – Livramento e Tatu ainda a serem beneficiadas.

Sintonia
A RDS é gerida pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), responsável pela articulação que resultou na aprovação do novo projeto, dentro do Programa de Assistência a Projetos Comunitários de Segurança Humana do Ministério dos Negócios Estrangeiros do Japão. Manaus concorreu com outras cidades de cinco Estados da Amazônia e foi novamente contemplada com recursos da ordem de US$ 71,9 mil para a execução do projeto.

“A nova parceria se deve justamente ao êxito da implantação do primeiro projeto que previu a construção de poços artesianos nas comunidades Agrovila e Julião, entregues em 2015, e funcionando até hoje de forma plena e satisfatória. Agora contemplará as famílias ribeirinhas da Colônia Central e do São João do Tupé, em mais uma vitória para a gestão da RDS”, explicou o secretário Antonio Nelson.

O secretário destacou que a ação está em sintonia com a diretriz da gestão do prefeito Arthur Virgílio Neto de ampliação das cooperações internacionais, em favor da população manauense, sobretudo as comunidades rurais. “Mantivemos a sintonia com a equipe do Consulado Geral do Japão em Manaus, a partir do êxito do convênio de cooperação, e apresentamos nova proposta que foi aprovada”, observou o secretário.

Visita
Em agosto deste ano, a representante do Setor de Política, Economia e Cooperação do Consulado Geral do Japão em Manaus, Takako Shima, visitou as duas comunidades para avaliar as condições de instalação dos poços, juntamente com técnicos da Semmas. “A aprovação do projeto deixou tanto a equipe das Semmas como as comunidades muito felizes porque, a partir da parceria, será resolvido um problema antigo, que era a falta de um abastecimento de água potável adequado para as famílias”, ressalta o diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Márcio Bentes.

Durante a visita, moradores das duas comunidades foram ouvidos pela representante do governo japonês. Ao todo, o projeto beneficiará 530 pessoas, sendo 340 residentes na comunidade São João, e 190 na Colônia Central – esta última localizada no ponto mais isolado da reserva, com dificuldade de acesso, sobretudo em período de vazante.

*Com informações da assessoria

Roberto Brasil