Prefeitura destrói 1,5 tonelada de CDs e DVDs piratas

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O material foi apreendido em terminais de integração e nas ruas do Centro Histórico

O material foi apreendido em terminais de integração e nas ruas do Centro Histórico

Uma tonelada e meia de CDs e DVDs piratas apreendida pela Secretaria Municipal do Trabalho, Empreendedorismo, Abastecimento, Feiras e Mercados (Semtef), no período de janeiro a junho deste ano, foi destruída em um triturador automático nesta quinta-feira, 30, pela Prefeitura de Manaus na Cooperativa de Reciclagem Aliança, na rua Antenor Cavalcante, bairro Zumbi, zona Leste.

O secretario da Semtef, David Valente Reis, acompanhou o descarte dos produtos ao lado do proprietário da empresa, Hélio Souza e da diretora do Departamento do Comércio Informal (Decin), Ewanúbia Ribeiro. As mídias foram transportadas em três caminhonetes, da sede da secretaria, na rua Carvalho Paes de Andrade nº 140, bairro São Francisco, zona Centro-Sul, em 65 sacos de 60 quilos cada.

Durante a destruição, Reis lembrou que grande parte do material foi apreendida em terminais de integração e nas ruas do Centro Histórico, onde vendedores clandestinos insistem em comercializar o produto. “Esse tipo de mídia causa transtornos para a sociedade, porque danifica os aparelhos, e para o município, pelo fato de não recolher taxas e impostos para a cidade”, disse.

cds-e-dvds-destruidos-2De acordo com o Fórum Nacional de Combate à Pirataria (FNCP), o Brasil é o maior consumidor de produtos pirateados, principalmente pela China. Um estudo da Receita Federal estima que a pirataria, contrabando e o descaminho representam um prejuízo de R$ 100 bilhões por meio da sonegação de impostos, informalidade e a criminalidade.

O secretário da Semtef disse que em Manaus o prejuízo é incalculável, porque acarreta também problemas de ordem econômica e social sérios para o município. Ele disse que a Prefeitura vai intensificar as fiscalizações e alertou a sociedade que pirataria é crime e pode ser denunciada pelo Disque Denúncia 3663-8488 da secretaria, que funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 14h.

O proprietário da Cooperativa, Hélio Souza, disse que o material foi transformado em pó e voltou a ser matéria-prima para a indústria de plástico e o recurso arrecadado vai servir para a manutenção da entidade. Ele lembrou também que CDs e DVDs piratas devem ter um destino apropriado, porque se descartados no solo demoram mais de 100 anos no processo de decomposição.

Roberto Brasil