Prefeitura de Manaus discute com a comunidade a elaboração do Plano de Uso do Parque Nascentes do Mindu

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nascentesA Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) deu início ao processo de elaboração do Plano de Uso Público (PUP) do Parque Municipal Nascentes do Mindu. Representantes de 11 comunidades que integram a Área Missionária da Cidade de Deus, na zona Leste, estiveram reunidos durante na última sexta-feira, 14, na Quadra Poliesportiva David e Gildo, na comunidade Santo Antonio, para participar da primeira de uma série de três reuniões que servirão para a coleta de dados e propostas que subsidiarão a elaboração do documento.  O parque é gerido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) e tem 16 hectares de extensão. Nele, estáo abrigadas as nascentes do maior igarapé da cidade, o Igarapé do Mindu.

O objetivo do plano é estabelecer as diretrizes para a normatização das visitações e as diferentes formas de uso da unidade, a partir dos anseios de quem vive no seu entorno. Criado em 2006, o parque até hoje não possuía um documento que estabelecesse essas regras. “O parque tem uma importância estratégica para a cidade, pois preserva intactas as nascentes do Igarapé do Mindu, e está situado numa área que sofre uma forte pressão social.

Por isso é um ambiente que precisa ser preservado”, afirma a secretária municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Kátia Schweickardt, ressaltando a importância do plano de uso público como instrumento legitimador dessa condição.

Serão realizadas outras duas reuniões – nos próximos dias 21 e 28, também no entorno do parque para dar continuidade às discussões. Nessa primeira reunião, os moradores foram unânimes em reconhecer a importância da unidade, mas pediram um maior interação do espaço com a comunidade, por meio da realização de cursos, oficinas e atividades recreativas. Foram solicitados também serviços básicos de infraestrutura e coleta de lixo como forma de reduzir o impacto do descarte irregular de resíduos na área.

De acordo com o diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Sinomar Fonseca, a partir dos dados coletados nas três reuniões, a Semmas dará início à elaboração do plano propriamente dito. A previsão é de que até o mês de maio ele esteja pronto para ser implementado. A chefe da Divisão de Áreas Protegidas, Socorro Monteiro, explica que as reuniões terão dois grandes alvos: buscar subsídios para a criação do Plano de Uso Público e fomentar o processo de aproximação do entorno com o parque. As reuniões são conduzidas pela equipe da Diretoria de Áreas Protegidas da Semmas. O Parque Municipal do Mindu e a RDS do Tupé já possuem plano de uso público.

Redação