Prefeitos brecam transição aos eleitos, mesmo sob olhar do TCE e MP

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A Corregedoria do Ministério Público do Estado (MP/AM) e o Tribunal de Contas do Estado (TCE/AM) recomendaram aos promotores e auditores, respectivamente, o devido acompanhamento, das transições dos governos entre os prefeitos eleitos e os prefeitos atuais, mesmo assim, a coisa não prática não está funcionando.

As reclamações das Comissões de Transições dos prefeitos eleitos listam uma série de obstruções dos gestores municipais. Em alguns municípios, o prefeito nem sequer aceita a formação da comissão como é o caso de Papi, em Tefé. Neste município, Polo do Solimões, foi o Ministério Público Federal que pediu ao prefeito que não destruísse o patrimônio ou provocasse danos em documentos. Segundo o MPF, nesta região é comum que atuais prefeitos mandem queimar documentos e prédios, em época de transição municipal.

Em Maués, com Carlos Góes, Parintins, com Alexandre da Carbrás e Coari, com Raimundo Magalhães, os problemas são recorrentes com a falta de documentações, especialmente, sobre licitações públicas. São atos que travam o trabalhos das comissões de transições que precisam saber o espelho real dos municípios sobre contratos e funcionários, por exemplo.  Em Parintins, o prefeito levou até a mobilia e equipamentos do gabinete para a casa dele.

Junior Leite (Maués), Bi Garcia (Parintins) e Adail Filho ( Coari) estão com dificuldades para continuar os trabalhos. Esta semana, o vereador eleito e ex-presidente do Garantido, Telo Pinto, deu uma entrevista falando das dificuldades que a comissão de transição está tendo com as obstruções de Carbrás.

NHAMUNDÁ e as eleições

A Justiça Eleitoral de Nhamundá analisa 11 representações da chapa de Israel Paulain contra o prefeito reeleito Nenê Machado. As denuncias vão desde propaganda eleitoral, a compra de votos, nas eleições. A juíza Roseane do Vale Cavalcante Jacinto já está no município para julgar as representações eleitorais. Nenê venceu as eleições com 36 votos. O juiz Claudio Chaves, que presidiu o pleito na cidade, foi transferido para a Comarca de Tefé.

NHAMUNDÁ e as eleições II

Neste momento a juiza Roseane do Vale se debruça sobre a prestação de contas dos candidatos que concorreram o pleito em Nhamundá. As contas precisam bater para que, por exemplo, os candidatos que foram eleitos sejam diplomados.

RIO PRETO DA EVA e o novo governo

Diferente de todos os outros municípios do interior, em Rio Preto da Eva a transição se dá de forma harmoniosa. O prefeito eleito, Anderson Souza está tomando informações da administração atual para tocar o governo em janeiro. Anderson já está viabilizando vários projetos antes mesmo de tomar posse. Um dos projetos é transformar Rio Preto da Eva na Capital dos Balneários.

IRANDUBA e quem manda

A prefeita Madalena de Jesus sofreu um revés esta semana. Devido ao atraso no pagamento de salários o MPE pediu a Justiça o bloqueio das contas da Prefeitura para garantir o pagamento de salários dos funcionários. “Diferente de Xinak Medeiros, que era o secretário de Finanças, que mandava, no governo Madá são todos que mandam, menos ela”, disse um morador, com trânsito no governo municipal.

TABATINGA e o golpe

Há ainda municípios em que os atuais prefeitos não querem nem sequer deixar os eleitos assumirem os cargos, em janeiro. É o caso de Tabatinga. Lá o prefeito que venceu as eleições Saul Nunes se queixa que a Câmara tenta fazer uma manobra para reprovar as contas dele e torná-lo inelegível. Isso tudo orquestrado pelo atual prefeito Calango. “Desçam do palanque. Vejam aonde vocês erraram. Daqui a quatro anos terá novas eleições”, escreveu o prefeito eleito, Saul Nunes, em sua página no facebook.// Jonas Santos

Mario Dantas