“POR UMA MANAUS + VERDE” É A PAUTA DO JARAQUI DESTE SÁBADO

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Professor Ademir Ramos comanda as discussões na tribuna livre

Professor Ademir Ramos comanda as discussões na tribuna livre

Com a participação de Estudantes e Comunitários, o Projeto Jaraqui deste sábado (10), na Praça da Polícia das 10 às 12h estará discutindo e convocando os diversos segmentos das sociedades, governos e políticos para definirem estratégias que promovam a defesa do meio ambiente, ecologicamente equilibrado e socialmente justo com vida em abundância.

Nos últimos dias as queimadas tisnaram os céus do Amazonas, provocando uma massa cinzenta poluída ameaçando nossa flora, fauna e o próprio bicho homem. As exigências são muitas a começar pela avaliação das práticas de nossa conduta em relação ao meio ambiente. Os especialistas afirmam que tal comportamento de destrato com a natureza resulta do processo de colonização portuguesa na Amazônia, o fato é que “por aqui se criou um péssimo hábito de que tudo que não presta se joga nos rios e nas florestas”, contrariando frontalmente a tradição das culturas indígenas.

Passado os anos, a “desgraça está feita”, podendo ser conferido nos igarapés que cortam a cidade de Manaus, bem como o seu entorno. Dos governantes espera-se sempre muito mais. No entanto, as respostas destes agentes são desconectadas, sem eficácia, agindo como bombeiros e não como um planejador capaz de intervir na realidade formulando políticas públicas em cumprimento o ordenamento Constitucional (Art. 225), a determinar que “Todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”.

A situação está sem controle ameaçando a todos. É hora, portanto, de chamar a sociedade, do cidadão comum ao empresário, bem como, os próprios governantes dos entes federados e os parlamentares, para discutir e definir o que fazer frente à gravidade dos fatos, pois a vida na Amazônia está em risco e paradoxalmente o homem com suas máquinas é o principal agente de tamanha barbaridade.

Roberto Brasil