População deve ter atenção com o Aedes aegypti no verão amazônico

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O intenso calor do chamado verão amazônico favorece a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus.  Apesar de 80% dos casos dessas doenças serem notificados no primeiro semestre do ano, período de chuvas intensas no estado, a população deve ter atenção redobrada também na época de calor. O alerta é da diretora da Clínica Vacinar, Amanda Alecrim. Segundo ela, no clima quente, os ovos do mosquito abrem-se com mais facilidade em contato com a água, aumentando a incidência do inseto e, consequentemente, o risco de novos casos das doenças.

O médico infectologista da Clínica Santa Lourdes, Silvio Fragoso, ressalta que a população costuma relaxar no combate ao mosquito nessa época do ano, devido à baixa incidência das doenças. “Esse é o grande perigo, porque as chuvas esporádicas que costumam cair nessa época do ano, aliado ao calor, contribuem para aumentar a incidência do mosquito. Além disso, os ovos do Aedes aegypti podem resistir até seis meses aguardando o contato com a água”, explicou.

O médico chama a atenção para a importância da população não descuidar do combate aos criadouros do mosquito. “São ações simples e que estão sempre sendo divulgadas, mas que não podemos esquecer nunca”, frisou. Ele reforça que a vistoria e eliminação dos criadouros devem ser realizadas em todos os ambientes que possam contribuir para o desenvolvimento do mosquito, ou seja, em casa, no trabalho, na vizinhança. A população deve ficar atenta para não permitir o acúmulo de água parada em vasos de plantas, garrafas, baldes, caixas d’água, tampa de geladeira, tampinha de refrigerante, entre outros.

Amanda Alecrim destaca que, no caso da Dengue, a população conta com um importante aliado contra a doença, a vacina Dengvaxia. A vacina está disponível nas clínicas particulares e é indicada para as pessoas de 9 a 45 anos, principalmente, para as que vivem em áreas endêmicas, como é o caso do Amazonas.

A médica frisa que a vacina é aplicada em três doses, com intervalo de seis meses entre elas. “A partir da primeira dose, a vacina já provoca uma resposta imunológica do organismo. Mas, para proteção total, é preciso concluir as três doses”, afirma Amanda, informando que a Dengvaxia é contra-indicada somente para grávidas, lactantes e pessoas com imunidade comprometida.

Roberto Brasil