Política de Conservação dos Mananciais para Manaus

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A vereadora Vilma Queiroz (PTC) irá apresentar nos próximos dias à Mesa Diretora da Câmara Municipal de Manaus (CMM) uma proposta de lei para política de conservação de mananciais para Manaus, que tem como finalidade o respeito ao meio ambiente e garantir à população uma melhor qualidade de vida.

“A falta de uma política definida para a conservação dos mananciais da cidade está trazendo consequências notórias para a qualidade de vida da população”, explicou a vereadora que participou da última reunião do Fórum Amazonense de Mudanças Climáticas, Biodiversidade, Serviços Ambientais e Energia, onde foram discutidos os desafios de como gerenciar e consumir a água de forma sustentável.

Segundo a parlamentar, os descuidos com os mananciais em Manaus são muito, um deles é o Prosamim. “Com sua política de urbanização e habitação fechou uma grande maioria de nascentes de nossos igarapés, os grandes empreendimentos habitacionais privados insistem em despencar seus resíduos nos córregos, as indústrias instaladas na Avenida Torquato Tapajós já poluíram os mananciais e nascentes mais importantes da cidade”, relatou.

A parlamentar informou que são mais de duas mil doenças que vem através da água contaminada. Grande parte dos rios e nascentes continua com problemas de contaminação e aumentam no decorrer dos anos. De acordo com a projeção da Unesco, cinco bilhões de pessoas podem sofrer com a falta de saneamento básico até 2030. Segundo o especialista em meio ambiente, Ludovino Lopes, um estudo sobre serviços ambientais no Amazonas pode solucionar o problema da falta de água potável e a preservação de mananciais em bairros de Manaus, mas ainda o presente momento nada foi feito de concreto.

No evento foram mencionados os igarapés, riachos e lagoas que padecem com os dejetos – lixo doméstico e resíduos sólidos, despejados todos os dias sem que o poder público e as organizações ambientais tomem quaisquer providências para dirigir esse crime ambiental.

Segundo a parlamentar, salvar as lagoas,os igarapés (lagoa do Japiim, Mindu, Passarinho e Mestre Chico) e nascentes não é apenas um compromisso do poder público, mas das organizações ambientais, do setor privado  e de todo segmento da sociedade civil organizado. ///Mercedes Guzmán.

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Redação

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