Polícia Civil reforça apoio às mulheres vítimas de agressões em Eirunepé

By -

equipe-maria-da-penha-eirunepeCom o intuito de combater crimes contra a mulher, policiais civis da Delegacia Especializada de Polícia (DEP) de Eirunepé, município distante 1.160 mil quilômetros em linha reta de Manaus, coordenados pela delegada titular, Mary Anne Trovão, iniciaram no lugar, no último dia 26 de agosto, atividades relativas ao programa “Ronda Maria da Penha”, que tem por objetivo o cumprimento da Lei nº 11.340/2006.

O projeto, de acordo com a autoridade policial, conta com o apoio de servidores lotados na 1ª Companhia de Polícia Militar, comandados pelo major Pedro Moreira; Secretaria Municipal de Apoio à Mulher, e de representantes do Poder Judiciário que atuam na Comarca de Eirunepé, sob a responsabilidade da juíza Daniele Monteiro.

Mary Anne Trovão declarou que o plano de apoio às mulheres é uma forma de resposta do Estado aos registros de violência no lugar. “A partir do momento em que as vítimas procuravam a delegacia para formalizar as ocorrências, passamos a analisar o teor das agressões, tanto físicas quanto psicológicas, esta última por meio de ameaças, e montamos um plano de ações para trabalharmos no combate à violência aqui no município”, explicou.

No campo de atuação, a delegada destaca que os profissionais envolvidos têm como meta orientar as vítimas sobre diferentes benefícios, como atendimento psicossocial, cadastro no bolsa-família, programa do Governo Federal; auxílio previdenciário, por meio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS); citando alguns.

Ainda conforme Trovão, as vítimas passaram a ter cadastro no sistema de segurança do município. “Após sofrer represálias, a vítima aciona a polícia, por meio do número 190 e, imediatamente, o sistema acusa o endereço da vítima e o nome do possível agressor, já registrado em outra ocorrência”, argumentou.

O escrivão Antônio Farias de Sena, que atua na DEP de Eirunepé e faz parte da equipe envolvida no programa naquele município, concluiu afirmando que a proposta visa estabelecer a ordem na cidade e garantir a integridade física de mulheres, vítimas de violência doméstica, que procuram ajuda policial para viverem livre de ameaças.

Roberto Brasil