Polícia Civil prende estelionatárias que agiam no mercado imobiliário

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A Polícia Civil do Amazonas, representada pelo delegado Jeff David Mac Donald, titular do 6º Distrito Integrado de Polícia (DIP), falou nesta quarta-feira, 12, sobre as prisões em flagrante de Ramona Benaion Catique de Souza, 30; a companheira dela, Geovanna Teixeira de Oliveira, 21; Carina Gomes Gama, 29, e Giguilane Fernandes Ribeiro, 28, por estelionato qualificado.

De acordo com a autoridade policial, as infratoras foram interceptadas na tarde de ontem, dia 11, por volta das 15h, em um cartório situado na Avenida Humberto Calderaro Filho, antiga Avenida Paraíba, bairro Adrianópolis, zona Centro-Sul.

Segundo Mac Donald, a equipe de investigação do 6º DIP chegou até o bando após receber delações, informando que um homem poderia estar sendo vítima de falsa venda de imóvel, ofertado por Carina, que se passava por “Maricélia” em um site de compra e venda. Conforme o denunciante, o valor oferecido pela mulher estava muito abaixo do que é praticado no mercado e ele suspeitou do golpe.

Após tomar conhecimento do fato, os policiais civis deram início às diligências. Ao consultarem o Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp), identificaram a existência de cinco Boletins de Ocorrência (BOs) relatando o mesmo modo de operação informado pelo denunciante.

Durante a coletiva o delegado acrescentou que as investigações em torno do caso tiveram início há aproximadamente dois meses. Ao longo dos trabalhos os policiais identificaram que Ramona seria a chefe da organização criminosa.

“A quadrilha agia da seguinte forma: Ramona entrava em sites de compra e venda e identificava uma casa para alugar. Ela fechava contrato e logo depois anunciava o imóvel para venda. Temos informações de três casos praticados por ela. Na semana passada as infratoras aplicaram um golpe de R$ 23 mil e ontem interceptamos a quadrilha no momento em que fechava um contrato de R$ 45 mil. Ramona possui cinco processos por estelionato”, declarou Mac Donald.

Associação Criminosa

As investigações apontam que Ramona seria a chefe da organização criminosa; Giguilane era uma espécie de secretária, tinha função de verificar a tramitação burocrática no cartório, responde por uma tentativa de homicídio; Carina utilizava documentação falsa com o nome de “Maricélia, responde por três processos por tráficos de entorpecentes na 2ª Vara Especializada em Crimes de Uso e Tráfico de Entorpecentes (Vecute); Geovanna, companheira de Ramona, era responsável pelas contas bancária utilizadas na ação criminosa. Foi condenada a seis anos e oito meses de reclusão por roubo majorado e está usando tornozeleira eletrônica.  

Flagrante

Carina, Geovanna, Giguilane e Ramona foram autuadas em flagrante por estelionato qualificado. Ao término dos procedimentos cabíveis na delegacia, as infratoras serão levadas para Audiência de Custódia no Fórum Ministro Henoch da Silva Reis, no bairro São Francisco, zona Sul da capital.

Roberto Brasil