Polícia apresenta assassino de advogada

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homicida-advogada 01A Polícia Civil do Amazonas, representada pelos delegados Adriano Felix, Ivone Azevedo e Ivo Martins, titulares, respectivamente, da Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), Delegacia Especializada em Crimes contra o Idoso (DECCI) e Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), falou na manhã desta terça-feira, dia 9, durante coletiva de imprensa realizada às 9h, no prédio da Derfd, zona Centro-Oeste da cidade, sobre a prisão do foragido do sistema prisional do Estado Leonardo Elias Nahmias de Oliveira, 35, conhecido como “Pezinho”.

Conforme as autoridades policiais, “Pezinho” é apontado como autor do homicídio da advogada Mara Inês Ribeiro de Lima, encontrada morta na manhã da última quarta-feira, dia 3, em um matagal situado no ramal da Praia Dourada, bairro Tarumã, zona Oeste. A vítima tinha 49 anos e estava desaparecida desde o dia 2 de agosto deste ano.

De acordo com Adriano Felix, os policiais civis chegaram até Leonardo após minuciosa investigação. O infrator foi preso às 15h de ontem, dia 8, na Praça 15 de Novembro, Centro da cidade, zona Sul, durante ação deflagrada pelas equipes da Derfd e DEHS. Em depoimento Leonardo assumiu a autoria do crime e argumentou que cometeu o homicídio motivado por ciúmes.

homicida-advogada 03“Leonardo afirmou que estava se relacionando intimamente com a vítima e descobriu que o então foragido da Justiça Weliton Barros Miranda, 25, chamado de “Pastel”, preso pela equipe de investigação da DEHS no último fim de semana, também estaria tendo um caso com a mulher. Por conta disso, ele planejou e executou o crime na noite da última terça-feira, dia 2, por volta das 22h”, declarou o titular da Derfd.

Conforme a autoridade policial, no dia do crime a vítima teria ligado para Leonardo às 9h e eles se encontraram às 14h, em um hotel no Centro da cidade, onde permaneceram até o começo da noite. O titular da Derfd disse, ainda, que Leonardo era foragido do sistema prisional.

“Ele cumpria pena por latrocínio e estupro no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), estava em liberdade provisória e desde o último dia 4 de julho passou a ser considerado foragido por descumprir procedimentos rotineiros, estabelecidos pela Justiça”, explicou Adriano Felix. O delegado ressaltou que este seria o segundo advogado morto por Leonardo. O primeiro caso aconteceu em 2003, no bairro Coroado, zona Leste.

Durante a coletiva de imprensa o titular da DEHS, Ivo Martins, destacou que Weliton Barros, o “Pastel”, preso no último sábado, dia 6, em cumprimento a mandado de prisão temporária, irá permanecer na carceragem da especializada até o término das investigações em torno deste caso. “A Participação de Weliton no crime não está descartada. Ele vai seguir preso, na DEHS, pelo menos trinta dias, ocasião que iremos avaliar a conversão do mandado de prisão temporária para preventiva ou até mesmo a prorrogação da temporária”, argumentou.

Roberto Brasil