PMDB e governo deflagram disputa pela presidência da Câmara

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Dep. Eduardo Cunha

Dep. Eduardo Cunha

A possibilidade de afastamento de Eduardo Cunha da presidência da Câmara pelo STF acirrou as divisões na bancada do PMDB, que já vive clima de guerra pela disputa da liderança do partido. A batalha deve reproduzir a atual: Leonardo Picciani (RJ), que retomou o posto de líder com ajuda do Planalto, tem simpatia do governo para se candidatar. Osmar Serraglio (PR), da ala pró-impeachment e aliado do presidente da Câmara, é visto com bons olhos pelo grupo de Michel Temer.

Aliados de Cunha e líderes de oposição avaliam que um nome de fora do PMDB em partidos com boa interlocução com o presidente da Casa, como PR e PSD, pode ter chances na sucessão.

Passada a euforia pela vitória no STF sobre o rito do impeachment, o Planalto pretende voltar a trabalhar: “Seja a regra que for, vamos precisar de votos”, diz um assessor palaciano.

Entre os itens apreendidos pela Lava Jato nos escritórios do presidente da Câmara no Rio, está um livreto em inglês sobre procedimentos para registros de empresas.

Para a Procuradoria-Geral da República, o material “evidencia o interesse de Eduardo Cunha em criar empresas no exterior”.

Aliados apostam que o peemedebista tem chances de reverter a derrota no Conselho de Ética na CCJ. Lá, ele também tem soldados fiéis, incluindo o presidente da Comissão de Constituição e Justiça, Arthur Lira (PP-AL), denunciado na Lava Jato.

Na véspera das buscas em sua casa, Cunha ainda insistia em anular os trâmites da decisão. Após a visita da PF, decidiu deixar a votação correr para partir para o confronto na CCJ. PAINEL

 

 

Roberto Brasil