Pleno do Tribunal Regional Eleitoral derruba liminar que impedia posse de Magalhães na prefeitura de Coari

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Raimundo Magalhães

Raimundo Magalhães

O segundo colocado nas eleições de Coari, o empresário Raimundo Magalhães (PRB), finalmente assumirá a prefeitura do município. O Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, por maioria de votos derrubou na tarde desta terça-feira (14) a liminar do juiz Délcio Santos, que impedia diplomação e a posse de Magalhães.O julgamento que iniciou há cerca de duas semanas terminou com o voto de minerva do desembargador João Mauro Bessa, que presidiu a sessão. Ele acompanhou a divergência levantada pelo juiz federal Ricardo Augusto Sales, que entendeu ser direito o segundo colocado nas eleições, Raimundo Magalhães, assumir a prefeitura de Coari. “O Tribunal não pode usurpar uma competência que é da juíza do pleito em Coari”, disse o magistrado ao votar. Com Ricardo Sales, votaram ainda o desembargador Wellington José de Araújo e o juiz Didimo Santana.

O juiz Marco Antônio Pinto da Costa, que ontem pediu vista dos autos, trouxe o processo e acompanhou o relator do agravo, Délcio Santos, que foi acompanhado também pelo jurista Affimar Cabo Verde.

A advogado de Raimundo Magalhães, Maria Benigno, não escondia a satisfação e disse que irá pedir que a juíza de Coari, Dinah Câmara, seja comunicada imediatamente da decisão do Pleno do TRE-Am. “Assinm como foi com a liminar vou pedir ao Tribunal que comunique imediamente a decisão para qye meu cliente possa finalmente assumir o cargo que ele conquistou no voto”, declarou.

Manifestantes que estiveram ontem em frente da sede provisória do Tribunal Regional Eleitoral do Amazonas, localizada na Universidade Nilton Lins, no Parque das Laranjeiras, voltaram hoje e ao sabarem do resultado comemoraram e alguns caíram em prantos. Mais uma vez eram dois grupos, um deles pedia a realização de novas eleições no município enquanto o outro exigia a posse do empresário Raimundo Magalhães.

Para evitar tumultos a segurança em toda área foi reforçada pela Polícia Militar que precisou fazer um cordão de isolamento para evitar confronto, enquanto dentro agentes da Polícia Federal faziam a segurança.//Fato Amazônico)

Mario Dantas