Pizzolato deve retornar ao Brasil até o fim de semana

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Pizzolato recorreu à Corte Europeia de Direitos Humanos para se manter longe do Brasil

Pizzolato recorreu à Corte Europeia de Direitos Humanos para se manter longe do Brasil

O ex-diretor de Marketing do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, um dos condenados no processo do mensalão, deve retornar ao Brasil até o fim desta semana. O governo italiano avisou que está pronto para entregar Pizzolato às autoridades brasileiras na quinta-feira. A Polícia Federal foi informada sobre a decisão do governo italiano e já está providenciando a volta do ex-diretor.

Há duas semanas, Pizzolato recorreu à Corte Europeia de Direitos Humanos com um pedido para suspender em caráter liminar e, depois, em definitivo a extradição. A Corte rejeitou a liminar e até o momento não deliberou sobre o mérito da questão. Com isso, a volta do ex-diretor ao Brasil depende apenas da decisão do governo italiano de transferir a custódia dele para a polícia brasileira.

Um dia depois do recurso de Pizzolato à Corte Europeia, o governo italiano suspendeu a viagem de volta do ex-diretor. Uma equipe com três policiais federais e uma médica já estava em Milão aguardando a liberação do ex-diretor quando recebeu a informação de que ele não seria liberado naquele momento. Agora, segundo uma autoridade que acompanha o caso, tudo indica que a extradição será mesmo concretizada.

— Não há nada mais que impeça a volta dele — disse.

Pizzolato foi condenado a 12 anos e 7 meses de prisão no processo do mensalão por receber R$ 327 mil do lobista Marcos Valério Fernandes de Souza. O dinheiro seria uma retribuição a decisão do ex-diretor de, junto com outros colegas, antecipar a liberação de dinheiro de um contrato de uma das empresas de Valério com o Banco do Brasil. A ordem de prisão do ex-diretor foi emitida em 15 de novembro de 2013. Mas, antes disso, ele já tinha fugido para a Itália. O GLOBO

Roberto Brasil