PF deflagra operação que tem grupo Gerdau como alvo

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operacao-zelotesA Polícia Federal deflagrou mais uma etapa da Operação Zelotes na manhã desta quinta-feira (25). O alvo da vez é o grupo Gerdau.

Estão sendo cumpridos 22 mandados de condução coercitiva –quando a pessoa é liberada no mesmo dia após prestar depoimento– e 18 de busca e apreensão no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro, em São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal.

Um dos mandados de condução coercitiva é para André Gerdau, presidente do grupo Gerdau.

Já estão sendo conduzidas para prestarem depoimentos na sede da Polícia Federal em Brasília as advogadas Evanice Canário e Adriana Ribeiro. Elas são sócias do lobista José Ricardo da Silva, que está preso.

A Zelotes, cuja primeira fase foi deflagrada em março do ano passado, investiga um dos maiores esquemas de sonegação fiscal já descobertos no país.

Suspeita-se que quadrilhas atuavam junto ao Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais), órgão ligado ao Ministério da Fazenda, revertendo ou anulando multas. A operação também foca lobbies envolvendo grandes empresas do país.

A PF constatou que, mesmo após a deflagração da operação, o Grupo Gerdau continuou praticando os crimes de advocacia administrativa, tráfico de influência, corrupção ativa e passiva, além de associação criminosa e lavagem de dinheiro.

Os investigadores estimam que o grupo empresarial, com atividade em 14 países, tenha tentado sonegar R$ 1,5 bilhão, pagando propina a integrantes do Carf.

O esquema se dava pela contratação de escritórios de advocacia e de consultoria, responsáveis por intermediar a negociação do suborno aos conselheiros.

Além das ilegalidades constatadas nas ligações entre empresários e o colegiado vinculado ao Ministério da Fazenda, a Zelotes investiga suspeitas de pagamento de propina para a compra de medidas provisórias que interessavam à indústria automotiva.

Um a ação penal relacionada a esses crimes já está em curso na Justiça Federal em Brasília. Por determinação judicial, dois suspeitos, que estão presos por participação no esquema, serão interrogados na Penitenciária da Papuda, na capital federal.

FONTE: FOLHAPRESS

Roberto Brasil