Pesquisadores de seis países participam da VII Olimpíada de Matemática em Manaus

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Mais de 100 pesquisadores e acadêmicos de matemática participam, até o próximo sábado (17), da VIII Competição Iberoamericana Interuniversitária. O evento, que pela segunda vez acontece no Brasil, reúne participantes do México, Costa Rica, Equador, Colômbia, Argentina. A abertura foi realizada, na manhã desta segunda-feira (12), na Escola Superior de Tecnologia (EST), da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), onde ocorre o evento.

O acadêmico de Matemática da Pontificia Universidad Javeriana da Colômbia, Juan Estevan, estava ansioso para o início das competições. Segundo ele, apesar de não estar se preparando há muito tempo, a expectativa é sair da competição com uma premiação garantida. “As questões realizadas durante a competição serão desafiadoras, e conseguir resolver problemas do nível que serão apresentados será uma grande vitória. Os desafios colocados ultrapassados servirão de exemplo para situações da vida real, fora dos muros da universidade. Além disso, o intercâmbio cultural com alunos e professores de outros países contribui para aprofundar o meu crescimento científico”, completou Estevan.

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A atividade é direcionada a todos os estudantes universitários que lidam com os conceitos básicos da teoria dos números, geometria, combinatória, cálculo e álgebra, agrupados em um só nível. A ação também é organizada pelo Instituto Militar de Engenharia (IME). O Vice-Reitor da UEA, Mario Bessa de Figueiredo, ressaltou a importância de a instituição sediar o evento.  “Competições como essa incentivam o aluno a se dedicar mais nas disciplinas básicas. Na UEA, nós criamos um ‘Curso de Nivelamento’ onde é realizada uma revisão de conceitos básicos de Matemática, com intuito de melhorar o desempenho dos alunos do ciclo básico”, disse Bessa.

A Competição Iberoamericana Interuniversitária de Matemática (CIIM) tem como objetivo incentivar o estudo da matemática e a excelência acadêmica na comunidade universitária ibero-americana, melhorando a capacidade científica através da motivação e competitividade internacional, contribuindo assim com o desenvolvimento social, cultural e econômico dos países envolvidos.  “A Amazônia foi escolhida em virtude de suas riquezas naturais, marcas de nossa brasilidade e, sobretudo, de nossa gente brasileira. Após a competição, o norte do país poderá ser lembrado como o celeiro de talentos de matemática”, disse o coordenador da Competição, Nelson Antônio Borges Garcia.

Em oito edições, esta é a segunda vez que o evento acontece no Brasil. O Rio de Janeiro sediou a competição em 2009. Além da “cidade maravilhosa”, Girardot (Colômbia), Quito (Equador), Guanajuato (México), Armenia (Colômbia), Costa Rica (Costa Rica) e Ciudad de México (México) acolheram o torneio internacional.

Em 15 anos de existência, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) realizou grandes eventos internacionais, como o “V Encontro Internacional de Ensino e Pesquisa em Ciências na Amazônia” no Centro de Estudos Superiores de Tabatinga, o “II Congresso Internacional de Biomecânica e Ergonomia”, na Escola Superior de Artes e Turismo (Esat), o “7º Fórum Internacional de Pedagogia (VII FIPED)”, no Centro de Estudos Superiores de Parintins, dentre outras ações.

 

Mario Dantas