Pesquisa revela como brasileiro lida com a tecnologia

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TecnologiasEm menos de uma década, a maneira como os brasileiros lidam com a tecnologia mudou drasticamente. Em oito anos, a posse de aparelhos de celular cresceu 131,4% no país, o acesso à internet ficou mais recorrente e o uso de novas tecnologias aumentou em grupos antes excluídos do mundo digital.

As informações foram coletadas pelo IBGE e fazem parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013. Mas, dependendo do perfil populacional, alguns hábitos antigos resistem. E o uso da televisão é o exemplo mais clássico.

A TV continua sendo o principal aparelho eletrônico das casas brasileiras, mas uma parcela significativa delas tem apenas o modelo de tubo. Televisão digital? Apenas um terço dos domicílios tem acesso ao recurso. Os dados a seguir mostram também como as novas tecnologias ganham um papel de inclusão nas áreas mais remotas do Brasil.

1.TV-DE-TUBO1. METADE DOS BRASILEIROS AINDA TEM TV DE TUBO
A televisão ainda é o dispositivo mais presente nas casas brasileiras. Segundo o levantamento do IBGE, 63,3 milhões de domicílios – ou o equivalente a 97,2% do total – possuíam o equipamento em 2013. Mas, em tempo de SmarTVs, a clássica televisão de tubo ainda é preferência de uma parte considerável da população brasileira.

Ao todo, 34,5 milhões das residências dispunham apenas televisão de tubo – ou o equivalente a 54,5% do total de domicílios. O Nordeste lidera o ranking de maior penetração das TVs de tubo. Na região, 74,2% das residências abrigam apenas aparelhos televisores deste tipo.

2.ANTENA-PARBOLICA2. A MAIOR PARTE DAS CASAS NAS ÁREAS RURAIS TEM ANTENA PARABÓLICA
Nas áreas rurais, a antena parabólica continua sendo o meio mais utilizado para captar o sinal de TV. Segundo o levantamento, 78,3% das residências nesses locais têm o equipamento, enquanto apenas 5,6% pagam por um plano de TV por assinatura.

No Brasil, 38,4% das casas têm antena parabólica contra 29,5% com TV por assinatura e outras 31,2% apenas com o sinal da TV aberta.

3.ADOLESCENTES-CELULARES3. MAIS CRIANÇAS E ADOLESCENTES ESTÃO GANHANDO CELULARES
Quase metade das crianças e adolescentes com idade entre 10 e 14 anos possuíam um telefone celular em 2013. Há oito anos, a proporção não chegava a 20% dos brasileiros nesta faixa etária. Entre os adolescentes de 15 a 17 anos, 76,7% tinham um celular.

4.IDOSOS-INTERNET4. NÚMERO DE IDOSOS QUE USAM A INTERNET MAIS DO QUE DOBROU
Definitivamente, a internet deixou de ser um reduto apenas dos mais jovens. Mais vovôs e vovós também estão se rendendo à lógica da cultura em rede.

Segundo o levantamento do IBGE, em cinco anos, o número de brasileiros com mais de 60 anos que acessam a internet saltou de 5,7% para 12,6%.

5.RENDA-USO-CELULAR5. RENDA E ANOS DE ESTUDO AINDA INFLUENCIAM A POSSE DE CELULARES
Em oito anos, o perfil de quem detém um celular ficou mais heterogêneo no Brasil. Em todos os grupos de renda e anos de estudo, a proporção de pessoas que possuem um aparelho do tipo aumentou.

Por exemplo, entre as pessoas que tem menos de um ano de estudo, a posse de celulares pulou de 8,4%, em 2005, para 39,8%. Mas, entre os brasileiros que têm mais de 15 anos de estudo, a proporção de número de celulares é de 96,3%.

Agora, enquanto 95,7% das pessoas que tinham renda superior a 15 salários mínimos eram donos de um celular, apenas 49,1% dos brasileiros que ganhavam o equivalente a um quarto do salário mínimo tinham um dispositivo do tipo.

6.TABLETS-CASA6. APENAS 10% DAS CASAS BRASILEIRAS TÊM TABLET
Os dados revelam que os tablets ainda não caíram no gosto dos brasileiros.

No Distrito Federal, apenas 23,6% das casas tem um dispositivo do tipo. Em Rondônia, a proporção cai para 4,8%.

7.ACESSO-NORTE-INTERNET-CELULAR7. NA REGIÃO NORTE, CELULAR É O PRINCIPAL MEIO PARA ACESSAR INTERNET
O computador ainda é a principal ferramenta para acessar internet no território nacional. A região Norte, contudo, foge à regra. Lá, 75,4% das casas usam o celular para acessar a rede. No Amapá, 43% dos moradores acessam à internet só pelo celular. Enquanto em Santa Catarina, este número cai para 5%. EXAME.COM

Roberto Brasil