Pesquisa da CDC-Aleam aponta alta de até 70% nos preços dos ovos de Páscoa

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A cinco dias da Páscoa, os supermercados de Manaus ainda estão abastecidos de ovos de chocolate. Isso porque, conforme uma pesquisa de preço realizada, hoje, pela Comissão de Defesa do Consumidor da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (CDC-Aleam) nos principais estabelecimentos da capital, o produto chegou a sofrer alta de até 70% em relação ao ano passado.

Segundo a pesquisa da CDC, o ovo de páscoa Galak da marca Nestlé de 230 gramas, que custava R$ 22,90 no supermercado Carrefour no ano passado, este ano está sendo comercializado a R$ 38,99 – aumento de 70%. Outro que teve alta foi o Diamante Negro da marca Lacta de 320 gramas, que em 2015 custava R$ 23,89 no supermercado DB, neste ano está R$ 31,90, registrando alta de 33%.

A pesquisa apontou, ainda, que os ovos de Páscoa Bis (Lacta) de 230 gramas, o Crocante e o Garoto (ambos da marca Garoto) de 215 gramas sofreram reajuste de 30%, 16% e 15%, respectivamente. O levantamento de preços foi realizado nos supermercados Carrefour, DB e superatacado Nova Era.

O gerente do Departamento de Perecíveis do Nova Era, Rogério de Freitas, disse que devido a alta nos preços dos ovos, o estabelecimento reduziu o volume de compra, mas ainda assim, o estoque está alto, uma vez que o consumidor está mais contido neste ano, de acordo com ele, por conta da crise econômica que assola o país.

No supermercado Carrefour, a procura pelos ovos de chocolate também está baixa, conforme o gerente Wilson Magalhães. O estabelecimento comprou menos este ano, com receio do comportamento do consumidor em meio à crise. A empresa pretende praticar o preço atual dos chocolates até domingo e iniciar as promoções na próxima semana.

A universitária Ediele Azevedo, 26, vai reduzir a quantidade de ovos da Páscoa que vai comprar neste ano. “Vou substituir os que costumava comprar pelos mais baratos e vou reduzir a quantidade. Se antes eu dava três, agora só vou dar dois ovos de Páscoa”, disse, ao ressaltar o momento de crise.

O presidente da CDC-Aleam, deputado Abdala Fraxe (PTN), destacou que a situação econômica atual do país exige cautela do consumidor. Segundo ele, é importante pesquisar, estar atento às variações de preços de um estabelecimento para o outro para economizar na compra. “O consumidor não deve deixar de pesquisar, porque essa ainda é a melhor ferramenta para evitar gastos desnecessários”, enfatizou.

Peixe mais barato

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Na contramão dos ovos de Páscoa, o peixe da Semana Santa está mais barato neste ano. Segundo os feirantes da Manaus Moderna, a crise forçou a baixa nos preços, mas ainda assim a procura pelo produto ainda não deslanchou. A expectativa é de que o movimento melhore nos próximos dias.

De acordo com a pesquisa da CDC-Aleam, o tambaqui teve a maior queda no preço – 29% em relação ao ano passado. Em 2015, o quilo do peixe sem espinha custava R$ 15,50 na feira, neste ano é comercializado a R$ 11. Outro peixe que teve redução no preço foi o pirarucu seco que, este ano, custa R$ 23, e no ano passado era R$ 28, baixa de quase 18%. O valor do bacalhau seco, do ano passado para este ano, se manteve em R$ 35.

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A baixa nos preços do peixe animou o advogado Naldir Franco, 73. Segundo ele, os preços reduzidos garantiram o padrão da Semana Santa de todos os anos, não sendo necessária a substituição por um peixe mais em conta. “Consegui comprar um tambaqui tratado e sem espinha, além de uma peça de pirarucu, ambos com preço bem em conta”, disse.

Mario Dantas