Pedreiro suspeito de homicídio é preso durante ação conjunta da Polícia Civil

By -

pedreiro-preso-1Policiais civis que atuam na Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), juntamente com as equipes da 6ª Seccional Centro-Oeste e 17º Distrito Integrado de Polícia (DIP), prenderam na tarde de segunda-feira, dia 22, por volta das 17h, em cumprimento a mandado de prisão temporária, o auxiliar de serviços gerais Silas de Souza Lima, 28, apontado como autor do homicídio do pedreiro Raimundo da Silva e Silva, ocorrido na madrugada do dia 31 de dezembro de 2015.

Durante coletiva de imprensa realizada na manhã desta terça-feira, dia 23, no prédio da DEHS, zona Leste da cidade, o delegado titular da especializada, Ivo Martins, explicou que o crime aconteceu por volta das 3h30, na casa de Silas, situada na Rua Professor Castro Figueiredo, bairro Nova Esperança, zona Oeste da cidade. A vítima tinha 44 anos no dia em que foi morta.

“Em depoimento Silas relatou que eles estavam consumindo cerveja desde as 23h30 no quintal da residência, quando Raimundo, sem motivo aparente, teria se exaltado e dado um tapa no rosto do infrator. A ação teria motivado uma discussão entre eles. Em seguida, Silas disse que entrou em casa, seguido por Raimundo, e continuaram a discutir. Silas então pegou na cozinha uma faca de mesa que estava em cima da pia e desferiu um único golpe no pescoço da vítima”, informou Martins.

pedreiro-preso-2A autoridade policial disse, ainda, que logo após cometer o crime o auxiliar de serviços gerais deixou o imóvel em direção à casa de uma prima, no bairro Redenção, zona Centro-Oeste da cidade. Ao prestar esclarecimentos, Silas afirmou ter conhecido Raimundo em novembro do ano passado, em um bar localizado no bairro Nova Esperança. Raimundo, que era pedreiro, teria convidado Silas para trabalhar com ele. A parceria teria iniciado há cerca de duas semanas quando o crime aconteceu.

Ao longo da coletiva de imprensa Silas argumentou que agiu em legítima defesa, versão que não é considerada pela polícia. “O motivo foi absolutamente fútil. A legítima defesa não está caracterizada e assim bem entendeu o Ministério Público e o juiz ao decretar a prisão do infrator”, afirmou Martins, destacando que o homem já respondia em liberdade por tráfico de drogas.

O mandado de prisão temporária em nome de Silas foi expedido pela juíza da 2ª Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira Cunha, no mesmo dia em que aconteceu a prisão dele. “Após o crime, iniciamos as investigações e conseguimos efetuar a prisão de Silas ontem, em conjunto com policiais civis lotados em outras delegacias. Ele estava no Beco Cruzeiro, bairro Redenção, zona Centro-Oeste”, disse Ivo Martins.

Silas foi indiciado por homicídio qualificado e após os procedimentos legais ele será encaminhado à Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa, onde irá permanecer à disposição da Justiça.

Roberto Brasil