Passe Livre Estudantil é debatido na Aleam

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“Precisamos contar com políticas públicas para evitar o abandono escolar", afirmou Waldemir José

“Precisamos contar com políticas públicas para evitar o abandono escolar”, afirmou Waldemir José

Da Redação – Nesta quinta feira (17) no auditório Beth Azize da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) se realizou a Audiência Pública sobre o passe livre estudantil a pedido do presidente da Comissão de Direitos Humanos, Cidadania e Legislação Participativa, deputado José Ricardo Wending (PT). Participaram vereadores da Câmara Municipal de Manaus, o diretor da SMTU, Pedro Carvalho e representantes do Sinetram e dos estudantes de Manaus.

aleam-passe-livre-05Para o superintendente da SMTU, o tema é muito interessante e disse “mas, quem vai pagar a conta? O projeto deve ser estudado e debatido e pode ser possível com pre requisitos, não pode ser gratuidade geral, a Prefeitura esta em crise”. Apresentou ainda dados que indicam que o custo anual seria de R$ 80.407.856 tendo em conta que no ano 2015 foram 395.473 alunos cadastrados. Na analise deve se partir do principio:  quem precisa de gratuidade?, salientou.

aleam-passe-livre-06Para o representante da Pastoral Universitária da Arquidiocese de Manaus, Marcos Almeida “o Prefeito de Manaus não tem comprometimento com os jovens, isso é muito ruim, pois significa mais acesso a educação, a cultura, a cidade. A medida pode garantir o cumprimento dos nossos direitos, mas a Prefeitura esta focada em parceria apenas com os empresários, o que significa para nós investimento para eles significa gasto, é lamentável”.

25 mil alunos abandonaram a escola em 2014

aleam-passe-livre-04Para o vereador Waldemir José (PT) “o passe livre já é realidade em varias capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Recife (na região metropolitana) e pode ser possível na cidade de Manaus, desta forma se evitaria a evasão escolar que segundo dados foi de 25 mil alunos em 2014”.

aleam-passe-livre-02“Precisamos contar com políticas públicas para evitar o abandono escolar. A Prefeitura de Manaus tem uma posição contraria. Em outros casos isso foi possível com parcerias com o Governo do Estado. Os recursos aqui poderiam vir da nota fiscal ou do sistema de estacionamento rotativo zona azul. O importante é vontade política”, salientou. (Mercedes Guzmán – Fotos: Áida Fernandes)

Roberto Brasil