Passageiros do Aeroporto Eduardo Gomes recebem orientações sobre a sepse

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acao-dia-de-combate-a-sepse-1Exemplares de uma história em quadrinhos que retrata de forma simples a importância do rápido diagnóstico da sepse, uma síndrome que mata uma pessoa a cada segundo no mundo foram distribuídos no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, no Tarumã, zona oeste, nesta terça-feira, 13. A ação é um alerta para a doença responsável por mais óbitos do que o câncer ou o infarto agudo do miocárdio. Uma realização do Instituto Latino Americano de Sepse (ILAS) e realizada em outras 13 capitais, em Manaus ação contou com a participação da equipe do Pronto-Socorro (PS) do Hospital Delphina Rinaldi Abdel Aziz, unidade da Secretaria Estadual de Saúde (Susam) administrada pelo Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento (Imed).

“Entregamos a história em quadrinhos que explica a importância de reconhecer a sepse, de procurar atendimento em uma unidade de saúde e de tratar em tempo hábil”, explicou a enfermeira do Serviço de Controle de Infecção Hospitalar (SCIH) do PS Delphina Aziz, Erielma Galvão, sobre a ação realizada no aeroporto.

acao-dia-de-combate-a-sepse-2“Essa sensibilização é importante e eu, inclusive, tive uma amiga que foi diagnosticada com sepse. É importante que as pessoas saibam quando procurar atendimento e a equipe de saúde deve estar preparada”, disse o sociólogo Luiz Antônio Nascimento que recebeu orientação da equipe do PS Delphina Aziz.

Estima-se que há cerca de 15 a 17 milhões de casos registrados por ano no mundo, sendo 670 mil somente no Brasil. Ao contrário do que se pensa, a sepse não é um  problema de pacientes já internados em hospitais. A maioria dos casos é de pacientes atendidos nos serviços de urgência e emergência.

acao-dia-de-combate-a-sepse-3O reconhecimento precoce é a chave para o tratamento adequado. Por conta disso, o paciente que apresenta sintomas de sepse e busca atendimento no PS Delphina Aziz é tratado de acordo com um protocolo específico que define prazos à equipe para os diferentes estágios do atendimento, diz Mayla Borba, médica infectologista que atua no SCIH do Delphina Aziz. “Na primeira hora de atendimento deve ocorrer a coleta e liberação do resultado de exames laboratoriais, além disso, o paciente deve receber a primeira dose de antibiótico”, explica.

Todas as pessoas que estão com infecção e apresentam febre, aceleração do coração, respiração mais rápida, fraqueza intensa e, pelo menos, um dos sinais de alerta, como pressão arterial baixa, diminuição da quantidade de urina, falta de ar, sonolência excessiva ou confusão (principalmente idosos) devem procurar imediatamente um serviço de emergência ou o seu médico.

O grupo de maior risco para o desenvolvimento da sepse é formado por crianças prematuras e abaixo de 1 ano e idosos acima dos 65 anos; portadores de câncer; portadores de HIV positivo ou que fazem uso de quimioterapia ou outros medicamentos que afetam as defesas do organismo contra infecções; pacientes com doenças crônicas; usuários de álcool e drogas; e pacientes hospitalizados que utilizam antibióticos, tubos para medicação (catéteres) e tubos para coleta de urina (sondas).

Roberto Brasil