Parlamento Amazônico discute a praticagem no Projeto da Rota Manta-Manaus

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Dep. Sinésio Campos

Dep. Sinésio Campos

O Projeto da Rota Manta-Manaus foi repercutido nessa quinta-feira (25), no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), durante a 8ª Reunião Ampliada do Parlamento Amazônico, que reuniu parlamentares do Amazonas e demais Estados da Amazônia Legal, além de representantes do Parlamento do Mercosul (Parlasul) e do próprio bloco econômico. 

O Projeto pretende viabilizar o transporte de mercadorias entre a cidade de Manta, no Equador, com a capital amazonense através de uma rota multimodal, com o objetivo de melhorar as relações comerciais dentro da América do Sul, além de ser uma alternativa ao Canal do Panamá para o comércio com a Ásia.

Sob a presidência do deputado Sinésio Campos (PT), os membros do Parlamento Amazônico debateram entre outros temas a Praticagem, serviço se assessoria aos comandantes dos navios para navegação em rios e hidrovias, na Rota Manta-Manaus. O palestrante foi o presidente do Conselho Nacional de Praticagem (Conapra), Gustavo Henrique Alves Martins, que destacou a importância da visão do Conapra na construção da nova rota.

O palestrante iniciou sua apresentação com um vídeo sobre a praticagem no Brasil, onde informa que o modelo é o mesmo aplicado nos principais portos do planeta, voltado para a promoção da segurança da navegação, a proteção do meio ambiente e a preservação da vida humana. Em seguida Gustavo discorreu sobre os aspectos principais da atividade de praticagem nas quatro Zonas de Praticagem (ZP) existentes na Amazônia Legal.

O presidente do Conapra informou que o sistema de praticagem possui lanchas e equipamentos de sondagem para medição de condições de navegação nos rios, cujos levantamentos são repassados para todos os práticos da região para mantê-los atualizados sobre as modificações nas rotas de viagem. Segundo ele, no caso Manta-Manaus a calagem é um dos elementos a ser discutidos para a viabilidade econômica da rota, já que ela influi no tempo de navegação que pode ser reduzido pela sondagem antecipada.

“Não há a menor dúvida da viabilidade técnica da rota, resta saber se é viável economicamente, porque vai requerer um fluxo de transporte de carga muito maior”, explicou Martins, sendo necessário o dimensionamento preciso do custo de transbordo, de navegação, sujeitos ao impacto da variações de seca e cheia nos rios da região.

Posicionamentos

O presidente do Parlamento Amazônico, deputado Sinésio Campos destacou que o Projeto Manta-Manaus  tem como foco e meta promover o desenvolvimento e gerar emprego na Amazônia Brasileira, defendendo uma relação mais estreita do Parlamento Amazônico com o Mercosul, dada a importância da região para as relações econômicas do bloco sulamericano. Com a implantação do projeto será possível encurtar em 25 dias a duração do transporte de mercadorias entre a Ásia e Manaus o que irá incrementar a atividade econômica em todo o bloco de países da América do Sul.

Para a superintendente da Suframa, Rebecca Garcia, a Rota Manta-Manaus é um projeto que pode trazer maior resultado nas importações e exportações para o Polo Industrial de Manaus (PIM). Ela destacou entre os projetos que podem ser vitalizados com a nova rota comercial a Zona Franca Verde (ZFV) nas Áreas de Livre Comércio (ALC), que dispõem de um pacote de incentivos para atrair investidores para as áreas na Amazônia. Rebecca citou estudos da Suframa sobre produtos com potencial para serem introduzidos nos incentivos do projeto, dentre eles o potássio.

Roberto Brasil