Parintins não tem grana pra pagar dois médicos especialistas

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A população parintinense está na iminência de ficar sem o atendimento de médicos especialistas na área de Cardiologia. Esse profissional faz o diagnóstico e tratamento de pessoas com doenças relacionadas ao coração.

Os médicos Oziel Souza e Gregório Maciejewski poderão deixar de atender na rede municipal de saúde. A Prefeitura Municipal alega que não tem dinheiro para pagar o salário desses especialistas. No entanto, paga outros especialistas que não residem em Parintins.

Oziel Souza é o único médico cardiologista com especialização teórica e prática, formado no Hospital Israelita Alberto Einstein, em São Paulo. O médico polonês Gregório Maciejewski atua há 25 anos em Parintins na área de infectologia e é formado pela Fundação Alfredo da Matta, de Manaus. Gregório estudou também Cardiologia e Dermatologia pelo Hospital Israelita Alberto Einstein.

Ambos atendem no Hospital Regional Dr. Jofre Cohen e no Hospital Padre Colombo, além de realizar atendimentos nas Unidades Básicas de Saúde. São mais de 400 atendimentos mensais, fora as visitas de emergência cardiológica nos Hospitais.

Os médicos relataram à reportagem  que a questão não é apenas salarial, mas também  pedem que a Prefeitura de Parintins possa oferecer mais condições de equipamentos e estrutura para a execução do serviço.

No começo do ano a cidade de Parintins tinha até dois casos de infartos registrados a cada dois dias. Com o trabalho de atendimento, prevenção e cursos dados a técnicos de enfermagens, esse número caiu drasticamente. A reportagem  ligou diversas vezes para o Prefeito Bi Garcia (PSDB), mas não foi atendida.

O secretário de comunicação da Prefeitura, o radialista Gil Gonçalves, informou que o prefeito está em Manaus e depois segue para Brasília-DF. Sobre a questão dos médicos, Gil Gonçalves disse que o prefeito informou “ter todo o interesse em continuar com os médicos especialistas e vai fazer os ajustes necessários para mantê-los no quadro de atendimento médico”.

Um curso de especialista em Cardiologia no Hospital Israelita Alberto Einstein custa, em média, um milhão de reais entre os módulos de cada período, transporte, logística e material didático para quem reside nos Estados mais distantes de São Paulo.//Hudson Lima

Mario Dantas