Para Rotta, a ANS não cumpre seu papel de regular o setor e, por isso, não deveria sequer existir

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A Comissão de Defesa do Consumidor (CDC) aprovou, nesta quarta-feira (8), requerimento para realizar uma audiência pública sobre o reajuste dos planos de saúde. A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) autorizou as operadoras a aumentarem em 13,57% os planos individuais e familiares. O reajuste atinge 8,3 milhões de usuários e está acima da inflação de 12 meses, acumulada em 9,28% até abril.

O deputado federal Marcos Rotta (PMDB-AM) defendeu a realização da audiência. “Os consumidores foram tomados de surpresa, para não dizer de assalto”. Rotta citou o posicionamento da Agência à imprensa sobre o reajuste dos planos coletivos. Representantes informaram que a ANS não define percentual máximo para esses planos porque ‘pessoas jurídicas têm maior poder de negociação junto às operadoras’, o que resultaria em vantagens para as contratantes.

“Uma agência que não regula o setor como deveria, que não cumpre seu papel, sua finalidade, penso que não deveria sequer existir”, criticou o parlamentar. “Portanto, acho que é um momento importante para que a gente possa cobrar da ANS um posicionamento mais firme, mais rígido, mais intenso e, acima de tudo, mais respeitoso ao consumidor brasileiro”, acrescentou.

Mario Dantas