Para evitar controvérsias, Temer busca porta-voz para anunciar mudanças

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O Palácio do Planalto está em busca de um porta-voz que possa concentrar a divulgação de informações relacionadas ao governo de Michel Temer.

O presidente e sua equipe mais próxima estão incomodados com a quantidade de autoridades que falam em nome do governo e acabam por disseminar informações contraditórias e, em alguns casos, que não foram totalmente amadurecidas e ainda estão em discussão.

Um dos exemplos foi a confusão causada pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira, na semana passada. Ele criou uma controvérsia ao admitir que a reforma trabalhista permitiria a adoção de jornadas de trabalho de até 12 horas por dia para algumas profissões, desde que limitadas às 48 horas semanais previstas atualmente, incluindo horas extras.

O núcleo central do governo ficou irritado com a declaração porque as medidas ainda estão sendo discutidas internamente e, na avaliação do Planalto, só devem ser levadas ao debate público após o debate da reforma da Previdência.

Os assessores de Temer estão em busca de alguém que possa ter “a cara do novo governo” mas ainda encontram dificuldades para identificar o porta-voz ideal.

Inicialmente, se cogitou escolher algum diplomata que possa repassar a opinião do governo sem ter qualquer vinculação que o leve a emitir juízos de valor. Outra ideia é escolher uma mulher para o posto, o que ajudaria a dirimir as críticas feitas ao governo sobre a falta de representatividade de gênero.

CAMPANHAS

Além da atuação de um porta-voz, o próprio presidente tem sido aconselhado a explicar melhor e com mais frequência as ações do seu governo. Temer tem pedido para que os integrantes de sua base aliada no Congresso usem as tribunas da Câmara e do Senado para explicar as reformas e as propostas de recuperação da economia.

Campanhas publicitárias também serão lançadas a partir do fim deste mês em cadeia de rádio e televisão. O objetivo é esclarecer a população principalmente em relação à reforma da Previdência, que deve ser encaminhada ao Legislativo até o início de outubro.   Folha de São Paulo

Áida Fernandes