Pai que matou filho de 1 mês tem prisão preventiva decretada

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Segundo testemunhas, Aldriano estaria embriagado quando matou o bebê a facadas

Aldriano Gomes Tavares, 24, suspeito de matar o próprio filho, de 40 dias de vida, teve a prisão em flagrante convertida para preventiva por decisão da juíza plantonista Andréa Jane Silva de Medeiros, durante audiência de custódia realizada neste sábado (15), em Manaus. Segundo a Polícia Civil, o crime ocorreu durante uma briga com a ex-esposa, que também foi ferida com golpes de faca nas costas. O homem agrediu, ainda, o filho de um ano. Ele foi preso após ser espancado por populares.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Amazonas, a Justiça entendeu que existem elementos que justificam a manutenção da prisão do suspeito. Aldriano vai responder criminalmente por homicídio consumado e homicídio tentado.

O caso ocorreu a noite de sexta-feira (14), na casa da família, na Travessa Miracema, no bairro São José. À polícia, a família informou que o homem estava sob efeito de bebidas alcoólicas, que havia consumido ao longo de todo o dia. Os vizinhos disseram que mais cedo, no mesmo dia, a polícia já havia sido acionada por conta de brigas do casal.

“O bebezinho estava no colo. Ele saiu puxando ela (ex-mulher) pelo cabelo. Operada, ela não tinha força. Ele largou a faca, que pegou no peito do bebê e no pescoço. Nela, foi no ombro e ele empurrou a outra criança. Eu nunca aceitei ele, desde a primeira vez que o vi”, afirmou a avó materna do bebê, que não quis ser identificada.

Moradores da localidade ouviram os gritos e acionaram a polícia. Segundo a 9ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o suspeito foi espancado por populares. Após se rendido, ele foi preso, em flagrante, e levado para a Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente (Depca).

A mãe da criança (de preto) não quis falar coma imprensa (Foto: Ive Rylo)

Segundo a delegada Juliana Tuma, titular da unidade, o homem confessou o crime em depoimento à polícia. “Ele disse que queria matá-la porque ela era muito gaiata e ficava mandando ele sair de casa. A frieza dele é impressionante”, contou.

A causa da morte atestada pelo Instituto Médico Legal (IML) foi anemia hemorrágica aguda, ferida perfuro cortante e ferimento causado por arma branca. A mãe e a criança de 1 anos receberam alta.

Fim da relação

Segundo a família, antes de cometer o crime, o pai teria confessado para vizinhos que mataria a ex-mulher caso ela não reatasse o relacionamento.

“Ele é um monstro, que matou uma criança inocente, um bebê saudável”, lamentou a avó.

Abalada, a mulher contou que o casal estava junto há quase 3 anos, quando a filha dela resolveu encerrar a relação há cerca de 1 mês, por não aguentar mais as ameaças do companheiro.

“Ela (mãe da criança) já tinha se separado dele há um mês, após ter o bebê. Ele foi embora para Maués (cidade do interior do Amazonas), mas voltou há mais ou menos 3 dias para Manaus. Com certeza, voltou pensando nisso (em matar), pois falou para a vizinhança que ir matar a minha filha”, disse ao G1.

A avó da criança afirmou, ainda, que o ex-genro tinha comportamento agressivo e costumava usar drogas. “Ele era sempre agressivo. Não respeitava a minha filha e nos desrespeitava também. Ele usava droga até com o filho no colo, eu cheguei a ver. A minha filha, por teimosia, continuava com ele. Quando ela resolveu deixar, aconteceu isso”, relatou.

(Com G1 AM)

Roberto Brasil