Os Periquitos e os Políticos!

By -

carlos-costa 602x400Os periquitos que ouço cantando, não diferem muito dos candidatos a cargos eletivos que ouço fazendo promessas. Prometem o céu, mas o Brasil poderá sofrer quatro anos de inferno! Tem até candidato prometendo governo dos trabalhadores e sem patrões, mas esquece que os patrões sustentam o Brasil que lhes cobram pesados impostos. Pensem bem, antes de votar e votem conscientes. Outro candidato promete fazer reforma política – necessária – se for eleito, outra diz que não tentará reeleição depois de seus quatro anos. Será mesmo? Como saber?

Pela TV, ouço cantos e promessas de candidatos a cargos eletivos que talvez nunca venham a ser cumpridas. O sabiá em minha janela, me avisa que não devo confiar em todas as promessas, mas escolher o melhor entre os piores. Foi difícil, mas entendi porque ele bicava tanto. Acredito que os poucos periquitos que cantam em uma árvore, querem também dizer que existem poucas opções políticas para se escolher. Como se reduzem os blocos não ideológicos para disputar as eleições, os eleitores ficam se entender direito o que pretendem. Mas, o sabiá me alerta que preciso ter cuidado com as promessas, sobretudo as que foram feitas no passado e são repetidas como se fossem uma novidade aos eleitores.

Banda Larga a 94% dos brasileiros, manter o Programa Bolsa Família, um Brasil para frente, são algumas das promessas, umas já feitas e outras o óbvio, mas tudo é para receber votos. Caberá ao eleitor, de forma democrática, decidir o que deseja para o Brasil porque, em campanha, candidatos prometem até o céu, mas o país pode sofrer quatro anos de inferno. O que preocupa é falta de qualidade política nos atuais postulantes, como diminuiu a quantidade de periquitos que cantam na árvore atrás de minha janela.. Dilma Rousseff, governa bem, mas está impopular para muitos, mas  pode se recuperar, embora as pesquisas mostrem ao contrário; outra está sendo enxovalhada pelas mídias sociais, porque pulverizou a campanha. O outro está despencando em cada pesquisa. Porém, em todos, lhes faltam ideias de nação, do todo, indispensáveis para comandar um país tão complexo como é o Brasil, cheio de problemas de difíceis soluções porque quando existe cheia no norte, há seca no sudeste e racionamento de água. Falta-lhes projetos para pensar em um Brasil para um futuro que desejamos ter e viver.

Investimentos em Educação, saúde, segurança, habitação e saneamento básico deveriam ser assumidos como bandeira por todos os candidatos. Se o ensino técnico profissionalizante tivesse sido incluído no currículo do ensino fundamental, como fora no passado, talvez muitos jovens tivessem trabalhando com carteira assinada hoje, dispensando o Programa Nacional de Ensino Técnico (Pronatec) e não se envolvessem tanto com o uso de drogas e nem no elevado índice de violência que o Brasil vive hoje.

Os eleitores serão os responsáveis pelo Brasil em que desejam viver nos próximos quatro anos. Mas, muitos, mesmo impedidos de disputar eleições para os Governos dos Estados, continuam em campanha e recorrendo judicialmente, como é o caso de José Roberto Arruda, em Brasília, que está em campanha para receber mais um mandato de governador e Paulo Maluf, que tentava a reeleição para deputado federal. Está na hora de a política ser renovada, retirando políticos carreiristas que têm experiência, mas também esperteza para desviar recursos públicos dentro da Lei 8666/93, só negociando antecipadamente todos os contratos das emendas parlamentares direcionadas por pessoas que apoiam e investem em suas campanhas políticas milionárias.

Chico Pinheiro, âncora do Bom Dia Brasil, não se cansa de dizer: desconfie de todas as campanhas milionárias  e não votem nos candidatos que agem assim porque por trás de todas as milionárias campanhas, tem sempre um grande investidor que depois voltará para receber o dinheiro investido com juros e correções monetárias. Defendo o ensino de política em sala de aula, como transversalidade.

Uma educação de qualidade e inclusiva é o que realmente o Brasil precisa para poder se achar e ser incluído no grupo dos países desenvolvidos porque só a educação pode desenvolver um país, com alicerce e base sólidas. O resto é ilusão e conto da carochinha!

Mario Dantas