Orquestra de Violões do Amazonas apresenta hoje mistura entre o popular e o erudito

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Neste sábado (1°), a partir das 20h, infinitas possibilidades com o som das seis cordas poderão ser ouvidas no Teatro Amazonas (avenida Eduardo Ribeiro, nº 659, Centro, zona sul). A casa recebe o concerto Performances, com a Orquestra de Violões do Amazonas (Ovam), que integra a programação de abertura do projeto Verão na Praça, a ser realizado ao longo dos meses de julho e agosto no Largo de São Sebastião, no Teatro Amazonas e no Parque Rio Negro.

Com condução de Davi Nunes, regente titular da orquestra, o concerto traz, entre outras peças, um arranjo especial da famosa As Quatro Estações, de Antonio Vivaldi. No campo da música contemporânea, a OVAM também apresenta a peça Improvisation Game #1, do grupo norte-americano Mobius Trio, e Estação Barueri, de Sebastião Tapajós.

“Queremos mostrar que o violão tem várias possibilidades de execução. Assim, vamos apresentar performances de músicas populares e eruditas, tanto com a orquestra unida como com solistas, duetos e até mesmo um quarteto. Tudo isso é para mostrar que temos várias peculiaridades dentro do grupo, e com isso, fazer um espetáculo de que todos irão gostar”, afirma o regente.

Participações especiais – Além das músicas executadas com a orquestra inteira, o concerto também trará solos, duetos e até mesmo apresentações em quarteto, que ficarão a cargo dos instrumentistas Benjamim Prestes, Carlos Júnior, Tércio Macambira, Israel Nunes, Guilherme Munhoz e Yuri Lima.

Entre as peças apresentadas pelos solistas, estão Dansa Mora, do espanhol Francisco Tárrega; Capricho do Carmo, do bandolinista carioca Hamilton de Holanda; e a famosa Ponteio, de Edu Lobo. Quem também entra no repertório da orquestra é o carioca Carlos Althier Escobar, mais conhecido como Guinga, com suas peças Cheio de Dedos e Baião de Lacan.

Orquestra de Violões do Amazonas – Com 17 anos de existência, a OVAM é composta por 16 violonistas, dois percussionistas e uma soprano, sob a regência do maestro Davi Nunes. O conjunto tem como objetivo divulgar e ampliar o trabalho dos profissionais do violão no Amazonas, com um repertório musical eclético.

Hoje, o grupo percorre obras renascentistas, clássicas, modernas e desenvolve um trabalho de intercâmbio com orquestras de violões do Brasil e do exterior, reconhecido por grandes violonistas, como os brasileiros Irmãos Assad (Sérgio e Odair) e o violonista holandês Enno Voorhorst, entre outros.

Roberto Brasil