Órgãos públicos em greve e prejuízo enorme

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Cerca de 160 funcionários dos Correios estão parados por tempo indeterminado

Cerca de 160 funcionários dos Correios estão parados por tempo indeterminado

Da Redação – Reajuste salarial, melhorias de trabalho, plano de saúde. Essas são algumas das reivindicações de servidores em greve, nos correios, Tribunal de Justiça do Amazonas (Tjam) e Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa).

Nos correios a greve nacional começou desde o dia 30 de janeiro. Segundo o Sindicato dos Servidores dos Correios no Amazonas, a empresa sem uma conversa com a Federação Nacional dos Correios (Fentect) resolveu mudar a forma de pagamento do plano de saúde.

“É uma falta de respeito com os funcionários. A empresa está passando por cima de um acordo coletivo. Nossa categoria está sendo atacada pela direção dos correios”, disse o presidente do Sindicato em Manaus, Carlos Clei.

“Estamos lutando por um direito que é nosso", afirmou Carlos Clei

“Estamos lutando por um direito que é nosso”, afirmou Carlos Clei

Segundo ele, cerca de 160 profissionais, entre carteiros, atendentes e administrativos estão parados por tempo indeterminado.

Carlos Clei informou que na próxima segunda-feira (24), haverá uma audiência de conciliação no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília que se a empresa recuar da decisão, acabará a greve, mas caso contrário, a greve continua.

“Estamos lutando por um direito que é nosso. Vinte sindicatos em todo o Brasil estão parados, porque estamos insatisfeitos com essa mudança”, pontuou.

A mudança é quanto ao pagamento, hoje o plano de saúde PE pago de forma compartilhada, em que o funcionário paga 10% do valor, quando usa o serviço. Se a mudança for aprovada, os funcionários passarão a pagar mensalmente um valor ainda não definido. “Nosso medo é que o valor chegue a outros planos que acompanhamos, entre R$ 200 e R$ 300”, disse.

No Tjam – Os servidores do Tribunal de Justiça realizaram quinta-feira (20) um ato público, chamado do “Dia da Indignação”. Eles reivindicam o pagamento de dívidas trabalhistas, entre outras questões. Eles cobram reajuste salarial retroativo a 2008, 2009 e 2010 e o pagamento de uma hora a mais referente à jornada de trabalho.

Segundo a Coordenadora geral do Sindicato dos Trabalhadores da Justiça do Estado do Amazonas (Sintjam), Elaídes de Paula, os trabalhadores não descartam uma greve geral da categoria caso as reivindicações não sejam atendidas. Este ano, a verba destinada ao TJAM é de R$ 451 milhões. Desse total, R$ 31 milhões serão empregados em auxílio-moradia dos magistrados, segundo a representante sindical.

Na Suframa, os servidores reivindicam a criação do plano de cargos e carreiras, além de melhores condições de trabalho. Apenas remédios e produtos hospitalares estão sendo liberados.

Segundo o presidente do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) Wilson Périco, a paralisação geral dos servidores Suframa, que teve início dia 19, pode trazer o prejuízo de R$ 300 milhões para a indústria. /// Moara Cabral – Fotos: Áida Fernandes

Redação