Operação Traíra – 16ª Brigada de Infantaria de Selva

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O Comando Militar da Amazônia está realizando Operações Combinadas entre as forças militares brasileiras e a dos países lindeiros, Colômbia e Peru, na faixa de fronteira da Amazônia Brasileira, contando com a participação dos Órgãos de Segurança Pública, a saber: Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil e Força Nacional de Segurança Pública; e Agências, a saber: Agência Brasileira de Inteligência (ABIN), Fundação Nacional do Índio (FUNAI), Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Ministério Público Federal.

A finalidade da operação é realizar ações contra ilícitos nos limites territoriais de cada país citado, identificando aqueles que estão envolvidos com essas atividades, com ênfase na extração ilegal de madeira e garimpagem ilegal de ouro.

Tropa 1

Nesse sentido, tropas das Forças Armadas Brasileira, do Exército Colombiano e da Armada Peruana, estão mobilizadas para realizar operações na faixa de fronteira correspondente de seu território de maneira simultânea. No Brasil, as operações ocorrem do estado do Acre ao Norte do estado do Amazonas.

A 16ª Brigada de Infantaria de Selva está realizando suas ações por meio do Destacamento Japurá, Destacamento Curupaiti e Destacamento Solimões. Esses destacamentos são integrados por tropas de combate e apoio ao combate que integram a Brigada das Missões.

De forma inovadora, a Brigada das Missões estabeleceu o Posto de Comando Tático Fluvial em uma de suas embarcações, garantindo mobilidade e flexibilidade ao trabalho de seu Comandante e Estado-Maior.

Desl Fluv

No sentido de proporcionar apoio às necessidades-assistenciais da população, no dia 6 de abril, ocorrerá uma Ação Cívico-Social na Comunidade Indígena Umariaçú, na cidade de Tabatinga, onde serão realizados atendimento médico e odontológico, vacinação, aferição de pressão arterial, além de atividades educacionais e de recreação para crianças.

Outrossim, faz-se necessário que a sociedade entenda a ilegalidade jurídica das atividades desenvolvidas em garimpos clandestinos, na prática de extração ilegal de madeira, no tráfico de drogas, na biopirataria, dentre outros, e de que haja a conscientização coletiva de que a prática desses delitos transfronteiriços é responsável pelo aumento da criminalidade na região.

A vitória contra essas práticas depende de ações interagências e, também, do envolvimento da sociedade.

“Ações contra ilícitos na faixa de fronteira amazônica – Juntos somos mais fortes!”.

Mario Dantas