Onze municípios entram em “Estado de atenção” por conta da vazante

By -

A Defesa Civil do Amazonas, por meio do Centro de Monitoramento e Alerta (Cemoa) do órgão, colocou em “Estado de Atenção” onze municípios das calhas do Juruá, Purus e Madeira. A medida ocorre por significativo déficit de chuva e diminuição do volume de água nas regiões.

“O Estado de Atenção é o primeiro estágio do desastre. Esse é o momento em que as Defesas Civis Municipais, devem identificar as áreas que podem ser atingidas, com previsão de afetados, isolamento de área e assim preparar os municípios para ações de resposta, caso haja evolução do cenário”, ressaltou o Secretário Executivo da Defesa Civil do Amazonas, coronel Fernando Pires Júnior.

O boletim foi emitido para os municípios de Guajará, Eirunepé, Itamarati, Ipixuna e Envira, na calha do Juruá; Boca do Acre, Canutama, Lábrea e Pauini, da calha do Purus; Humaitá e Manicoré, na calha do Madeira. 

Clima

De acordo com dados do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM), as bacias do Juruá, Purus e Madeira, estão no trimestre mais seco do ano. É característico deste período, a baixa pluviosidade. Mas em 2017, neste intervalo de tempo, as chuvas foram abaixo da média do que era previsto.

No Juruá, a previsão de precipitação no mês de julho era de 66 mm, mas só foram registrados 21 mm. Menos de 50% do volume esperado. Nesse mês de agosto, a média prevista é de 72 mm. Já no Purus, em julho, a estimativa era de 42 mm de chuva e só foram registrados 09 mm. 

“Ainda de acordo com o SIPAM, não existe um evento climatológico de grande escala que justifique o cenário. Entre as possibilidades para o agravamento da situação, está uma massa de ar seco na região central do Brasil, que vem inibindo a ocorrência de chuvas em grande parte da Amazônia Legal”, alertou o Secretário. 

Hidrologia

De acordo com o boletim do Serviço Geológico do Brasil/CPRM, o rio Acre, no Estado Acre, que influencia diretamente as bacias do Juruá e Purus, estão em processo de crítico de vazante. Na capital Rio Branco o rio atingiu hoje a cota de 1,60 m, estando apenas 0,30 cm acima da mínima histórica atingida em 2016. 

Em Boca do Acre, no Amazonas, estação de referência para a calha do Purus, o rio atingiu na última medição (11.08.17), a cota de 4,44 m, faltando apenas 0,95 m para atingir a mínima histórica de 3,49 m registrada em outubro de 1998.

Na bacia do rio Madeira, julho também representa um mês de pouca precipitação. Dos 45 mm previstos, foram registrados 4 mm de chuva. No Amazonas, as mínimas históricas registradas, normalmente são nos meses de setembro e outubro. 

Balanço estiagem 2017:  

*SITUAÇÃO DE ATENÇÃO: 11 MUNICÍPIOS 

01.  Canutama (calha do Purus)

02.  Boca do Acre (calha do Purus)

03.  Lábrea (calha do Purus)

04.  Pauiní (calha do Purus)

 05. Guajará (calha do Juruá)

 06. Ipixuna (calha do Juruá)

 07. Eeurnepé (calha do Juruá)

 08. Itamarati (calha do Juruá)

 09. Envira (calha do Juruá)

 10. Humaitá (calha do Madeira)

 11. Manicoré (calha do Madeira)

Roberto Brasil