Obra narra a saga do ‘templário’ escritor amazonense Fábio Lucena

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O ex-bancário, jornalista e político brasileiro, eleito vereador em Manaus e senador pelo Amazonas, Fábio Pereira de Lucena Bittencourt acaba de ganhar um livro em sua homenagem.

O calhamaço, de mais de 450 páginas, escrito em parceria por Antônio Diniz e Simão Pessoa, intitulado ‘O Templário de Barcelos’, não é uma biografia no sentido estrito do termo, mas sim, nas palavras de Pessoa, “uma tentativa modesta de mostrar quem era, o que pensava e o que queria da vida Fábio Lucena, a partir dos seus próprios escritos e discursos”.

Para a obra, que será lançada neste sábado (18), ao meio-dia, no Bar do Caldeira (Rua José Clemente, 237, Centro), o par de autores fez uma extensa coleta de material da vida e obra de Lucena. “Fábio escreveu mais de cinco mil artigos em vida. Tivemos que fazer uma seleção para chegar a um número plausível. Inicialmente, teríamos material para um livro de 700 páginas. No final, sobrou material para um segundo volume”, explicou Pessoa.

O coautor ressalta que o local escolhido para o lançamento do livro também é uma homenagem a Lucena. “Dos vários bares em que ele bebeu, o Caldeira é um dos poucos que sobreviveu. O evento, deixo avisado, será uma festa. Nada de discurso chato ou coisa do tipo. É chegar, comprar o livro, ganhar abraço e autógrafo e curtir o momento com os amigos”, brincou.

A saga
De acordo com Pessoa, nem tudo foram flores na vida de Fábio Lucena: “Ele fez muitos inimigos, se tornou um dos jornalistas mais processados do Amazonas e brigou com quase todos os poderosos do Estado. Apesar disso, não faço juízo de valor. Apresento a sua história, mas, em momento algum, digo se o que ele fez foi certo ou errado”, ponderou Simão.

‘O Templário de Barcelos’, conforme Pessoa, é um título inusitado, mas que entrega muito sobre a pessoa que foi Fábio em vida. “Ele era um visionário, um cruzado em uma briga pela constituinte. Do momento em que foi preso, no golpe de 1964, até ser eleito senador, ao fim da ditadura, Fábio travou uma briga constante para salvar esta terra dos infiéis”, comentou.

Mais uma vez
Sobre a parceria com Diniz, Pessoa contou que ela foi fundamental para a produção da obra. “Como assessor do Fábio, Diniz tinha muito contato com ele e sua família. Já eu tinha mais amizade com o Fabinho, filho do Fábio. Era ele quem me pedia para escrever um livro sobre seu pai. Me senti na obrigação de fazê-lo após a morte dos dois. E, agora, o livro está pronto”, comentou.

Pessoa revelou, ainda, que essa é a terceira parceria literária com Diniz. “Ele, como pesquisador, tem muito mais acesso às pessoas certas e materiais que eu, como redator publicitário, não teria. Na dinâmica da nossa parceria, ele ficava com a maior parte da coleta dos artigos, discursos e informações pessoais de Fábio. No final do dia, nós sentávamos para discutir o que entrava e o que ficava de fora do livro”, concluiu.//(Thiago de MelloD24AM)

Mario Dantas