OAB/AM realiza primeiro casamento coletivo homoafetivo da região Norte

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oab-am-casamento-gay1Nesta terça-feira (16) o estado do Amazonas deu um exemplo de civilidade e rompeu com um grande tabu, quando sediou o primeiro casamento coletivo homoafetivo da região Norte e 4º do Brasil. A união de 13 casais, sendo apenas um heterossexual, foi realizada pela Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB/AM), através da Comissão de Diversidade Sexual, na sede da instituição. A oficialização foi realizada pela advogada e juíza de paz, Simone Minelli Lima Teixeira. Os noivos já saíram da cerimônia com a certidão de casamento e alianças de prata e tucumã.

Emocionados e nervosos com a celebração, o personal trainer Sidcley do Valle e administrador José Simões, juntos há 12 anos, contaram que há seis anos já tem a união estável. “Estamos muito felizes com o grande dia, com essa vitória de conquista dos direitos civis”, afirmou Simões. Para Valle, o apoio da OAB/AM para a causa foi de vital importância. “A Comissão de Diversidade Sexual ergueu a bandeira do movimento, tomou a iniciativa e hoje estamos realizando esse sonho”, declarou Simões.

oab-am-casamento-gay2Segundo o presidente da OAB/AM, Alberto Simonetti Neto, a ideia de realizar esta ação surgiu apósa grande procura de casais homossexuais por orientação, na OAB/AM, em relação a questões de Direito de Família e as dificuldades que relatam enfrentar em casos de partilha de bens, por exemplo. A iniciativa da OAB contou com o apoio de órgãos governamentais e do Fórum Amazonense LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais). “A OAB luta pela igualdade. Esse será um marco e uma forma de mostrar para a sociedade que todos têm o direito de casar e serem aceitos”, disse Simonetti.

De acordo com a presidente da Comissão de Diversidade Sexual, Alexandra Zangerolame, o Amazonas está dando um exemplo de cidadania e civilidade, quebrando um tabu nacional.

O juiz de Direito da 4ª Vara de Família e Sucessões, Luís Cláudio Cabral Chaves, afirmou, durante a cerimônia, que várias vezes teve que interferir porque alguns funcionários de cartórios não quiseram realizar casamentos homoafeitvos. “O que é valor para cada um não pode interferir no direito de toda a sociedade. O estado é laico e nós temos que conferir se isso está sendo respeitado”, declarou Chaves.

Para a juíza de paz que realizou a cerimônia o evento mostra que há um amadurecimento nas instituições. “A diversidade precisa ser respeitada, precisa ser reconhecida. A sociedade Amazonense está dando uma lição para todo o Brasil”, concluiu Simone.

Roberto Brasil