OAB Amazonas se junta à campanha “Libera CBF”

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“Queremos assegurar o direito dos clubes de mandarem jogos para Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília”, afirma Choy

Nesta semana os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil das seccionais Amazonas, Distrito Federal, Rio Grande do Norte e Mato Grosso vão lançar oficialmente a campanha “Libera CBF”, com objetivo de pedir à Confederação Brasileira de Futebol que autorize os jogos do Campeonato Brasileiro nas arenas construídas para a Copa do Mundo de 2014. São elas: Arena da Amazônia, em Manaus; Arena das Dunas, em Natal; Arena Pantanal, em Cuiabá; e Mané Garrincha, em Brasília.

A manifestação questiona a CBF quanto a determinação que proíbe “venda de mando de campo”, impedindo que os times vendam partidas para estádios de outros estados brasileiros durante o Campeonato Brasileiro.

Em Manaus, a campanha está sendo liderada pelo presidente da Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Amazonas (OAB/AM) Marco Aurélio Choy e o secretário de Estado de Juventude Esporte e Lazer (Sejel) Fabrício Lima.

“Estão olhando a questão técnica e esqueceram a questão social. Gestaram bebês na Copa do Mundo, eles cresceram e agora querem matar as crianças. A nossa situação geográfica é desfavorável, mas não podem destruir legados da Copa. Estamos tentando uma solução amigável, mas se não for possível, vamos entrar com ação na Justiça pelo direito de receber jogos. Juntos nós somos mais fortes”, diz o Secretário da Sejel, Fabrício Lima.

A união das seccionais da OAB e dos secretários dos respectivos estados objetivam questionar a CBF em um primeiro momento administrativamente, caso não seja favorável, serão tomadas medidas judiciais. De acordo com o presidente da OAB/AM na próxima semana será enviado um ofício para CBF solicitando explicações.

“Temos uma arena bonita e um público ávido por futebol, nós poderíamos estar recebendo um volume grande de eventos esportivos mas por conta dessa decisão, não temos. Queremos assegurar o direito dos clubes de mandarem jogos para Manaus, Natal, Cuiabá e Brasília”, afirma Choy. “Entendemos que houve uma grande concentração de dinheiro público para a construir os estádios para a Copa do Mundo, e essa decisão contradiz todo o legado esportivo que a CBF prometeu para o Amazonas e para os outros estados”, ressalta. 

Roberto Brasil