O QUE MAIS SEDUZ O ELEITOR

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O fato político está na ordem do dia a exigir de cada cidadã ou cidadão capacidade técnica para analisar a situação em pauta. No Brasil, a questão política é parte recorrente dos diálogos entre famílias, amigos, nas praças e bares, principalmente, no parlamento nacional, municipal e nas Assembleias Legislativas por todo o País. Neste campo temos curso de graduação, mestrado e doutorado, contudo, para o pleno exercício da cidadania e garantia dos Direitos Sociais, não é necessário termos toda esta titulação acadêmica para fazer valer a vontade popular. É urgente sim, que tenhamos clareza da matéria quanto às suas determinações que operam no fato em discussão. A começar pelas relações de poder entre o Estado, Sociedade e Mercado. Temos alguns vícios de origens tais como a redução do poder as entranhas do Estado, com isto, nega-se a força da Sociedade estruturada, em suas organizações e movimentos populares, do mesmo modo ignora-se muitas vezes o peso do Mercado na influência dos poderes. Esta visão fragmentada da questão política não nos permite compreender as interfaces da conjuntura em disputa. Em assim sendo, quase sempre, somos vítimas do maniqueísmo, da luta do bem contra o mal, a transformar a política num verdadeiro Fla X Flu, violentando a racionalidade compreensiva dos fatos movidos pela paixão e desta feita, nos tornamos vítimas da ignorância, da arrogância e até mesmo da truculência, que ofusca o saber e a compreensão da política como relação de poder configurada no dever e no direito.

A PRÁTICA DA REFLEXÃO: A política assim como o futebol é tomada pela paixão, o que não está errado. O condenável é a não racionalidade, a não reflexão da prática política no contexto das relações sociais e econômicas, institucionais ou em formação. Por esta razão faz-se necessário que estejamos abertos ao diálogo capaz de ouvir e ver o mundo além da viseira ideológica que se pretende impor nos debates como visão única e verdadeira às vezes de forma autoritária, tentando desqualificar o outro não pelo convencimento do argumento, mas, pelo predicativo do seu oponente, desqualificando a pessoa e não o fato em contexto, transformando o diálogo em monólogo, a relação em contato e a política num campo de guerra.

PROCESSO ELEITORAL: Neste campo, o cidadão (a) é chamado a escolher entre os candidatos apresentados pelos partidos a julgar o mais qualificado para mandato seja para o parlamento ou para executivo. Pergunta-se então, o que leva a pessoa a votar em um e exclui o outro candidato. Se esta decisão é tão importante para todos (as) requer que reflita sobre o comportamento do eleitor analisando sua condição de decidir nas urnas o que é melhor para o Amazonas e o Brasil. Inicialmente, o eleitor parte da trajetória do candidato, seu comportamento social a sua conduta em relação às pessoas se é amigável ou arrogante, se sabe ouvir ou trata todo mundo no grito, dando barrigada aqui e acolá, ameaçando um e perseguindo o outro, achando que o povo é leso, como se fosse um saco vazio a depender dos favores do candidato truculento para ficar de pé e decidir segundo seus gritos. A razão prática do eleitor é movida pela vontade de acertar no melhor, o que nos falta é trazer esta vontade para o curso da história, compreendendo a política como uma construção coletiva a exigir carisma e experiência reflexiva das lideranças populares acrescida da coragem e da determinação da juventude. Em assim sendo, a diferença será significativa no processo eleitoral a seduzir mais eleitores para urnas. A dica está dada compete aos candidatos em articulação se entender e juntos sejam capazes de construir uma chapa fundada na experiência reflexiva e na impetuosidade da juventude que por sua vontade e beleza seduz a todos e todas, eleição Direta Já.

Roberto Brasil