O POLÍTICO QUE COME CACHORRO-QUENTE COM GARFO E FACA E TOMA TACACA DE CANUDINHO

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Ademir-RamosÀ época das eleições, os candidatos se viram nos trinta para dar pinta que são íntimos aos seus eleitores. É abraço pra cá tapinha pra lá. Este comportamento tem por fim sustentar uma estreita relação entre o candidato e o eleitor visando cabalar votos e com isso garantir o sucesso nas urnas só que às vezes por força de hábito o político pisa na bola denunciando sua origem de classe. Tal comportamento dos candidatos afeta tanto os políticos por aqui como também os do além-mar. É o caso do primeiro-ministro e candidato à reeleição, David Cameron com repercussão negativa, nas redes sociais, sendo fotografado na segunda-feira (13), comendo cachorro-quente com garfo e faca enquanto seus eleitores caiam de boca no sanduba. A foto do candidato do partido conservador foi tirada num almoço no Condado de Dorset, no Sudoeste da Inglaterra, onde Cameron se encontrou com eleitores.

Por aqui, o caso exemplar era do Jânio Quadros, que punha talco nas ombreiras do paletó para parecer com o populacho, que segundo ele, era o vetor da caspa. Mais próximo ainda tivemos políticos que em campanha contratavam carregadores para que no final do comício viessem levantar o candidato pelas ancas, parecendo que o povão estava com ele. Numa dessas façanhas, os carregadores “cheio do aço” pegaram o candidato errado e quando descobriram jogaram no rio o peso dos ombros e partiram pra cima do candidato majoritário, que por sua vez não queria mais ser carregado, pois o povão já havia dispersado. Mas, os carregadores insistiam porque se eles não carregassem o candidato ao governo não iam receber a ponta e aí a confusão toma conta do ambiente.

Outros ainda correm pro meio do povo apertando a mão e abraçando eleitor (a) e beijando criancinhas. Tudo faz de conta, quando entram no carro tem uma garrafa de álcool para desinfetar o seu corpo e suas mãos às vezes jogam fora até os sapatos pra não levar pra casa a sujeira daquele lugar. Tem político que leva o filho ou um dos seus assessores pra comer por ele. Isto é, quando chega às comunidades e os eleitores oferecem as iguarias local, ele não podendo recusar o alimento oferecido dar uma beliscada e de imediato passa para o filho ou ao seu assessor mais próximo. O fato engraçado ocorreu quando o candidato foi perguntado por uma das senhoras que servia o alimento se ele gostou e ele todo saltitante respondeu que sim e ela de forma imediata agradeceu sorridente, dando-lhe mais um prato e aguardando por perto que ele esvaziasse para processar a limpeza da louça, aí o bicho pega e o candidato se empanturrou de lasanha e vatapá com muita pimenta provocando lagrimas e ardência no outro dia.

Ainda tem o candidato apelidado na “Boca Maldita” de “Cansa Puta”, que é aquele político que depois dos comícios cai na buraqueira rodopiando nos salões para mostrar suas habilidades de dançarino cansando o seu público e com isso, acredita está difundindo o seu nome agregado ao molejo corporal e ao entretenimento. Toda esta traquinagem é feita com foco na captação do voto e na certeza do sucesso eleitoral. Com a vitória, o político se transforma e de pronto, troca imediatamente de celular e não se assuste se num certo dia encontrares o eleito tomando tacacá de canudinho ou no velório do melhor amigo bebendo champanhe em taça de cristal, saiba que pior do que comer cachorro-quente com garfo e faca é a pavulagem do considerado. Juro que qualquer semelhança é mera coincidência.

Roberto Brasil