O poço de Dilma que parece não ter fim

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Dep. Artur Bisneto

Dep. Artur Bisneto

Já havia comentado aqui sobre a retomada no discurso do governo da necessidade de ressuscitar o espírito animal do empresariado, para assim aumentar o investimento privado no país. Bem, do começo do ano para cá o governo só tem fracassado nesse assunto, assim como em tantos outros, afundando o país em um poço onde não se vê o final.

E não é à toa que a gestão da presidente Dilma só vem colhendo descrédito. No final de agosto do ano passado, em pleno período eleitoral, quando da apresentação do Projeto de Lei Orçamentária Anual 2015 (PLOA), os parâmetros macroeconômicos considerados pelo governo previam PIB real de 2015 em 3%. Isso mesmo! Claro que essa foi mais uma inverdade plantada pelo governo para garantir a reeleição.

Findada a eleição, o governo deixou de maquiar sobre a situação socioeconômica do país e começou a passar aos brasileiros um cenário calamitoso do Brasil, que é o verdadeiro, infelizmente. Em maio, no Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias (divulgado no 2º bimestre), o governo apresentou previsão negativa de variação do PIB para 2015 em 1,2%. Não demorou muito e, já em julho, a previsão foi para -1,49%.

Qualquer pessoa, por mais desconhecedora de economia que seja, deixa de acreditar em um governo que durante o período eleitoral quis mostrar aos brasileiros um país tão irreal, tão fantasiado. Agora imagine o que devem pensar os especialistas do mercado.

Sim, os especialistas que acompanham diariamente a economia brasileira vêm demonstrando cada vez mais incredulidade no governo. Dessa forma, a confiança do empresariado em realizar os investimentos tão necessários ao crescimento do país só despenca.

Prova disso está nos dados divulgados semanalmente pelo Banco Central, em seu Relatório Focus. Se no começo do ano os analistas de mercado previam PIB em 2015 ainda positivo, atualmente a estimativa já atinge -2,01%. E é uma perspectiva negativa que segue aumentando não só para o PIB, mas também para maiores taxas de juros e inflação.

Os brasileiros, perdendo poder de compra, perdendo emprego, perdendo esperança, não tem mais como acreditar nesse governo, que tenta agora, à custa de pesado ajuste fiscal, encontrar o fundo do poço ao qual afundou o país.

Mario Dantas