O PDT E O NOVO TRABALHISMO

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Com os desmandos da política petista marcado pela corrupção e pelo desmonte da coisa pública, em conluio com o PMDB e demais aliados arrolados na Operação “Lava Jato”, o PDT, no campo político da oposição agiganta-se assumindo a vanguarda das lutas sociais na perspectiva de tomar pela mão a construção de um Brasil justo e soberano, opondo-se as práticas políticas excludentes e centralizadoras, que objetivam acumular mais riqueza e poder em vez de distribuir e compartilhar decisões de forma democrática e participativa. Nesta conjuntura, o PDT se qualifica, sobretudo, por seu legado histórico amparado nas reformas de base motivado pela força do movimento popular como unidade de luta, respeitando sua pluralidade ideológica e suas pautas de reivindicações, primando por sua independência e autonomia enquanto processo de organização e fortalecimento da sociedade democrática pontificada pelos partidos de oposição como unidade representativa e propositiva assentada nas bases populares capazes de enfrentar o tsunami das políticas de dominação, que deliberadamente põe em risco a integridade e a defesa da Nação, acelerando a desigualdade e a exclusão social dos trabalhadores (as) do campo e da cidade.

HISTÓRIA DO TRABALHISMO: Em suas narrativas o governador Leonel Brizola afirmara que a revolução de 30 é o marco referencial da construção do Trabalhismo no Brasil e que no curso das lutas sociais à medida que o país avançava pelos caminhos da solidariedade, do humanismo, da justiça social, do igualitarismo, dos direitos humanos definia-se mais ainda esta prática conceitual como valor e processo de uma plataforma política assentada na defesa do trabalho e das conquistas dos (as) trabalhadores (as) conscientes de que toda riqueza produzida origina-se do trabalho acumulado. A dialética do capital e trabalho está presente no Manifesto Comunista de Marx e Engels focado, sobretudo, para organização da classe trabalhadora inglesa com ênfase na formação do partido como instrumento revolucionário, o que se consolidou no século 19, quando a classe trabalhadora inglesa habilita-se a participar das disputas eleitorais. No século seguinte o trabalhismo inglês ergue a bandeira do socialismo, alternando-se no governo com os conservadores. À época, os trabalhistas ingleses socializaram um terço da economia, criando o Sistema Nacional de Saúde Pública e o Reino Unido por sua vez adotou o conceito do Estado do Bem-Estar Social (welfare state), que tem por fim assegurar qualidade de vida a toda a população, através da concessão de benefícios sociais com formulação de políticas públicas de proteção aos pobres e excluídos, não mais concentrando, mas, distribuindo riqueza através de políticas sociais e de incentivos a produção, criando as condições objetivas para o desenvolvimento do socialismo como pratica igualitária e de justiça social.

DESAFIO DA OPOSIÇÃO: O PDT e os demais partidos de oposição estão desafiados a se reinventar para se firmar enquanto correia de transmissão das lutas sociais dos trabalhadores (as), sabendo que tal processo ocorre em movimento, pesando a seu favor o legado de seus fundadores e a trajetória de sua direção política quanto ao combate à corrupção, a desigualdade social, ao cumprimento da ética da responsabilidade, o respeito e a defesa das instituições democráticas em respeito à participação popular. O novo trabalhismo encabeçado pelo PDT frente à economia globalizada firma-se em defesa do trabalhador expressando e garantindo os direitos e as aspirações de todos (as) que dependem do trabalho para viver respaldado num amplo arco de aliança, cuja coluna mestra é o trabalhador do campo e da cidade a gritar por Justiça Social (Direito) e a proteção do Estado (Dever) contra a violação de seus Direitos.

Roberto Brasil