O Medonho modo de Governar

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nedonhoTodo governo autoritário transforma o estado numa lança capaz de perseguir e ferir o povo para satisfazer os seus caprichos. não bastasse tal gesto truculento o pretenso governante institui também o medo como regra fazendo de tudo para expropriar do povo o direito de sonhar e lutar por um amazonas mais igual,justo e solidário.
A Democracia é uma das formas de governo mais bela e justa. Entretanto, ao mesmo tempo a mais demoníaca e sanguinária porque possibilita a ascensão de carismáticos diabólicos capazes de ludibriar o povo com promessas e vantagens imediatas visando unicamente saquear do eleitor o que ele tem de mais sagrado, que é o voto. Embriagado pelas promessas, o eleitor se deixa seduzir levado pela magia dos encantamentos das propagandas eleitorais.Este fenômeno torna-se mais agressivo quando nos deparamos com uma sociedade marcada pela perversa desigualdade entre ricos, pobres e miseráveis.

É agressivo sim porque o pão para uma sociedade faminta é comparável a descoberta de uma fonte no deserto.O milagreiro da política é o demagogo inescrupuloso,não tem limite, para ele o fim justifica os meios. Isto é, se tiver de trapacear ele fará com prazer para conseguir o controle do Estado.Mas, grave ainda, é roubar do povo o seu sonho, a sua esperança. E ele faz isto negando a participação popular, desrespeitando as instituições democráticas – poder judiciário e o legislativo – concentrando toda forma de poder em sua vontade porque só ele sabe e só ele faz rapidinho.

Este comportamento carismático e demagogo pode ser muito bem identificado em sua própria fala. O que promete fazer foi o que já fez e fez muito mal, provocando danos irreparável ao nosso povo. É assim mesmo, todo populista e demagogo faz questão de ignorar a história, tentando copiar modelos do passado ou transplantar para cá estruturas de outras sociedades políticas afrontando nossa tradição, cultura política e o meio ambiente. Veja por exemplo, o que fez Eduardo (Ribeiro) aterrando os igarapés e priorizando a construção do Teatro Amazonas enquanto o nosso povo era afetado de morte pela praga da varíola.

Anos mais tarde, o outro como medida populista resolveu também acimentar os igarapés, descartando assim, qualquer ação consequente de saneamento básico em nosso centro histórico. O primeiro Ato foi uma tragédia, o Outro tem sido um dramalhão que nos faz rir e chorar de dor se a farsa continuar, o medo imperar e a nossa esperança esmorecer.//(Ademir Ramos)

Mario Dantas