O líder está nu e com a bunda de fora

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Dep. Chico Preto

Dep. Chico Preto

É surpreendentemente ignóbil a resposta que Marcelo Ramos dá à sociedade amazonense sobre papel de menino que se propôs a fazer nesta eleição. Eu aponto seu estelionato eleitoral, suas mentiras quanto ao processo na justiça pela malversação de dinheiro público – só para lembrar, ele responde a um processo de R$ 3 milhões de reais – e dele sim – ser o laranja de José Melo, recebendo recursos do Omar Aziz e de seu mecenas José Lopes, para provocar o segundo turno, se dizendo anti-Braga, anti-Melo e da Nova Política, que por sinal se esfacelou num único pleito, natimorta por seu DNA de velhas práticas. Na resposta só faltou me chamar de feio para ser coerente com sua atitude de bobão.Tal qual um Benjamin Button baré, cujo passar do tempo o torna mais menino e imaturo, Marcelo Ramos até o final do segundo turno, pelo andar da carruagem, vai acabar me desafiando para uma disputa para ver quem faz xixi mais longe, tal o grau de pensamento raso e ausência de argumentos. Nada que seja surpreendente. Ok, Marcelo Ramos, você teve mais votos que eu. Mas desde quando ter mais votos significa liderança? Nesta lógica de quem comeu coquinho de caroço de tucumã, o Tiririca é o Marcelo Ramos de São Paulo, o grande líder messiânico. Ô, Marcelo. Menos.

Mas, vá lá, você teve mais votos do que eu. Muito mais. Mas em que isso pode absolver você da manipulação da esperança das pessoas no maior estelionato eleitoral independente da história? Esse é o ponto.

Tem muita gente que é mais rica que eu por ter se locupletado de dinheiro público, como você mesmo que é réu, e nem por isso eu sou um cara de classe média infeliz. Não é quantum e sim o modus operandi que levaram esses votos até você. Entendeu agora ou preciso rabiscar no papel?

Marcelo Ramos está nu. No alto de sua habitual arrogância, ele insiste em me chamar de laranja. Normal para quem não tem outra acusação a fazer a meu respeito. Mas, ainda mais grave: se auto-intitula líder. De quem? De quê? Do movimento estudantil? No PCdoB, com Eron e Vanessa? Acho que ele nunca foi líder nem em brincadeira de barra-bandeira. Seria cômico, se não fosse trágico.

Marcelo Ramos não é líder de nada. Fato. Nem sequer de seu próprio partido, por onde concorreu ao governo e no qual insiste numa briga, um misto de Cinderela, com irmão ciumento e birrento, com síndrome de patinho feio, na qual jamais chegará a ser cisne.

Para poder ser candidato de si mesmo (palavras do vereador Marcelo Serafim), teve que engolir, como a gata borralheira, a birra do irmão de criação mais velho em sua chapa como candidato ao senado, esse sim, o líder de direito do partido, e seu patriarca, líder de fato. E por eles foi liderado a constrangedora situação de, em menos de três dias, desdizer tudo que, com sua voz esgarçada e gasguita, ousou iludir a população com suas bravatas, deboches e mentiras. De quem seria mesmo a vez de ajoelhar no milho?

Ou seria tudo jogo de cena? Tudo combinado antes da eleição, cujo acordo acabará em secretarias para o seu partido e – dizem, com a presidência da Assembleia Legislativa. Quem é o laranja?, perguntou Herbert. Ah, lembrei. Marcelo Ramos declarou que será oposição, enquanto seu partido será da base do governo, se eleito José Melo. É a mesma lógica de menino barrigudo que acha que explica que declarar voto não é dar o apoio. Fumar maconha e não tragar. Sei.

Marcelo Ramos se aproveitou daqueles que queriam a mudança e tal qual o ator cigano Igor, interpretou o papel que lhe proporcionou os cinco minutos de fama. Ou seriam três dias? Porque no momento seguinte, teve que pagar o que devia pelo apoio combinado com José Melo e Omar Aziz e a conta da subserviência dissimulada ao prefeito Arthur Neto. Sinto muito, grande poeta Thiago de Melo, veja aonde expuseram o autor do Estatuto do Homem que preza pela verdade em seu artigo primeiro.

Marcelo Ramos está nu e acha que veste uma roupa de líder. Resta-nos saber se essa alucinação vai durar até a próxima eleição. É esperar para ver. Quer dizer, isso se ele tiver um partido em que possa concorrer até lá. Minha oposta é que, em caso afirmativo, mais rapazinho e com voz ainda oscilante, possa concorrer a vereador pela Rede. Isso se a esquizofrenia de que tudo e todos lhe perseguem e a mania de grandeza de se achar a última bolacha do pacote não o fizerem expor a bunda na janela para geral passar a mão nela.

Mario Dantas