O LABIRINTO DA ALMA E A ESPERANÇA DO NOSSO POVO

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Ademir-RamosA alma de um povo é sua “caixa preta” guardada sob sete chaves. É o espírito manifesto de nossa gente impresso nas culturas correndo livre como as águas do Riomar para o Oceano da História. Neste curso, algumas pessoas são movidas pela esperança da fé e outras seduzidas pelo medo que imobiliza e cega a transformar as pessoas em coisas, objeto da vontade de outro, desencantadas, sem fé e esperança perdidas no labirinto da alma sem luz, vivendo das representações aparentes, como águas represadas impedidas de se desenvolver como corpo vivo em direção ao mar, em assim sendo, as pessoas tornam-se atrofiadas, embrutecidas e alienadas. Contudo, a possibilidade de superação é uma realidade às vezes motivada por dores existências, perdas e outros males que provocam questões a exigir da gente resposta voltadas a ação relacionada aos problemas sociais que afetam a todos (as) e dessa forma começamos a perceber que a condição em que nos encontramos não é nem doença e muito menos castigo de Deus, resulta das políticas de distribuição de renda, da falta de trabalho e do acesso às políticas públicas, que quase sempre é de péssima qualidade. Para o analfabeto político tudo isso é palavrório porque, segundo o “inocente”, ele não depende da política e estufa o peito para dizer que depende unicamente do seu trabalho e tá falado. Mal sabe ele que a política é meio e fim, que um povo com consciência do seu valor e do seu processo é capaz de redirecionar suas ações para o bem-estar social do grupo, da comunidade e de toda sociedade.

O PREÇO DA IGNORÂNCIA: Esta manifestação ocorre tanto nas classes populares como também nos palacetes dos bacanas e quem paga o preço é a sociedade porque este sujeito por achar que não depende da política e de ninguém para se afirmar como cidadão transforma-se em alpinistas social vulgarmente chamado de fisiologista ou oportunista, dando tombo aqui e ali, com firme interesse de se dar bem, pisando e humilhando o seu próximo, orientado por uma “moral gatunista” baseado na máxima de que “o fim justifica os meios.” E tem mais ainda, quando percebe que pode lucrar muito mais entra para uma Igreja ou para um partido político, visando se beneficiar diretamente com “lavagem de dinheiro” e quem sabe aparelhando o próprio Estado para fins familiares ou de grupos empresariais, afrontando o povo, batendo no peito e dizendo: “se eu venci porque você – apontando pro povo na TV – não consegui.” O cinismo desta gente é tão indigesto que nem a cadeia faz baixar a crista porque, segundo ele “todo homem tem seu preço e com a Justiça não é diferente.” Esses marginais do poder apostam na impunidade e na corrupção por isso transforma a política às vezes na usina do crime, prestando um desserviço a Nação, ao Estado e ao Município. No entanto, embora a corrupção se alastre no campo da política é bom que se saiba que o que nos falta mesmo é instrumento de controle social permitindo ao povo organizado em sociedade fiscalizar, controlar e denunciar as maracutais, não só dos políticos, mas de todos os agentes públicos, que deveriam ser o primeiro a dar exemplo moral de sua conduta quanto à aplicação dos recursos públicos, bem como também do zelo e dos valores republicanos como expressão do Estado Democrático de Direito.

A PRAGA DA CORRUPÇÃO: É claro que não foi o PT que inventou a corrupção no Brasil, mas, o Partido Lulista criou uma engenharia do crime tão sofisticada com dimensão internacional que exigiu do Ministério Público inteligência, capacidade técnica e jurídica para debelar o crime político dos seus agentes, investigando as ações de diversas ordens a começar pelos Correios, Petrobras, Eletrobras e a própria manipulação do orçamento seguido de uma “contabilidade criativa”, como invencionice do Governo Petista. Dessa feita, o Partido se transformou na célula do crime a controlar o caixa da corrupção institucionalizando uma rede de pessoas e Partidos capazes de decidir sobre votação no Congresso Nacional, influenciando nas concorrências nacional e internacional para fins particulares, tendo como plataforma do crime a Petrobras, uma das maiores empresas do mundo no ramo petrolífero. No entanto, a praga da corrupção deve ser combatida em todas as instâncias, como tem sido feito pela Imprensa Livre juntamente com o Ministério Público e demais instituições afins. Nessa perspectiva, os homens de bem e as organizações sociais responsáveis devem atentar para as medidas sancionadas que visam deliberadamente “calar a imprensa” ou quando não, intimidar seus atores com firme propósito de negar ao povo o direito a informação e desta forma impor o discurso único, que é sem dúvida a institucionalização da viseira e de tabela a bestialização do povo, com pretensão de reduzir nossa gente em massa de manobro seguindo a velha prática do voto de cabresto que é uma das características das práticas das oligarquias regionais como expressão do mandonismo da velha república caricaturada no agronegócio.

A ESPERANÇA COMO META: Como dissemos a alma de nossa gente é o seu próprio conforto. Na dúvida é silenciado pela circunstância e atento ao movimento da política passando a se manifestar na tentativa de assegurar seus Direitos Fundamentais, a começar pela segurança pública, moradia, educação, saúde, cultura, terra, trabalho e pão, entre outros Direitos, que foram negados socialmente a esta gente da cidade e do campo. Contudo, a esperança para este povo é histórica e se faz concretamente através das políticas públicas sob a ordem da vontade popular imprimindo uma dinâmica organizacional a começar pela discussão de suas propostas e a sustentação de suas prioridades por meio de uma agenda que agregue força de suas lideranças na busca de articular apoio junto aos Movimentos Sociais como também no próprio parlamento Municipal, Estadual e Federal. Desse modo, a decisão de participar das disputas sociais faz com que, pedagogicamente o labirinto seja desconstruído, e assim sendo, a esperança como possibilidade de realização seja vislumbrada por todos (as) com firme propósito de combater a desigualdade social e a corrupção com objetivo de promover Justiça Social, definindo o que fazer a partir das demandas populares, considerando a participação efetiva dos interessados na realização das políticas de governo. Dessa forma a Nação desperta e a Luz da Justiça clarifica a alma de nossa gente animando o povo na afirmação de seus Direitos Sociais.

Roberto Brasil