Novo Boletim mostra queda nos casos suspeitos de zika vírus

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O mosquito Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya

O mosquito Aedes aegypti transmite dengue, zika e chikungunya.

Novo Informe Epidemiológico semanal sobre o zika vírus em Manaus, divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) nesta sexta-feira, 7, aponta o registro de 35 novos casos suspeitos de zika, desde a última semana de setembro. O número representa 18 casos a menos que o registrado no Boletim anterior.

Até agora, Manaus tem 5.885 casos suspeitos registrados, considerando todos os registros oficiais, que tiveram início em dezembro do ano passado. Destes 3.999 foram confirmados e, atualmente, 31 estão sob investigação para confirmação ou descarte.

Segundo a Semsa, apesar dos números de novos casos estarem dentro do esperado, inclusive com uma leve queda, a situação ainda preocupa e deve manter a população mobilizada para a prática diária das ações de combate ao mosquito transmissor, o Aedes aegypti.

“Sabemos que são pequenas providências, como descartar corretamente o lixo e evitar o acúmulo de águas em recipientes de todo tipo, que evitam a reprodução do Aedes. Então, vamos nos manter vigilantes e atuantes”, destacou o secretário municipal de Saúde, Homero de Miranda Leão Neto.

Ainda de acordo com o novo Informe, o acompanhamento realizado pelas equipes de saúde em mulheres grávidas totalizou 1.179 notificações. Destas, 456 foram casos confirmados e 709, descartados. Permanecem em investigação 14 casos suspeitos.

Manaus continua com dois casos confirmados de microcefalia em bebês, até a data de divulgação do boletim. Das 28 notificações feitas até o momento, 11 casos foram descartados e cincoaguardam o fim da investigação laboratorial e epidemiológica para confirmação ou descarte. Dez casos foram confirmados como microcefalia, mas sem relação com o zika vírus.

Ao analisar o resultado das ações efetivas no campo epidemiológico como positivo, o secretário Homero destaca a postura colaborativa dos manauaras. “O número de denúncias comprova a receptividade da população às nossas ações. São mais de 5 mil denúncias recebidas por meio do Disque-Saúde (0800 280 8 280)”, ressaltou.

A criação de 2,1 mil Brigadas de Combate ao Aedes, organizadas para atuar em comunidades, escolas e instituições públicas e privadas, tem sido uma ação avaliada como fundamental no combate ao mosquito transmissor. Ao todo, segundo dados da secretaria, são mais de 9,5 mil pessoas capacitadas na luta contra o mosquito.

O Boletim mostra, ainda, que, com base nas denúncias e em cronograma de rotina para a verificação de pontos estratégicos de fiscalização, as equipes de vigilância realizaram até o momento 1.728 inspeções em locais de alto risco para a proliferação do mosquito, efetuando 112 autuações a proprietários de terrenos e de edificações.

Áida Fernandes