Naufrágio em Roraima deixa quatro mortos

By -

Bombeiros realizam buscas no local do naufrágio (Foto: Divulgação)

Uma embarcação naufragou neste sábado no Rio Água Boa, na comunidade Apuruí, a 40 quilômetros da sede do município de Caracaraí, no Sul de Roraima. A informação foi confirmada pelo Corpo de Bombeiros do estado, assim como a morte de quatro pessoas, sendo duas crianças e duas adolescentes, uma delas com deficiência física.

O tenente-coronel Mário Turco informou que oito pessoas – cinco crianças e três adultos – estavam na embarcação, que era uma canoa de três metros de comprimento.

O acidente com a embarcação ocorreu por volta das 12h30m e uma menina de 14 anos foi quem acionou o Corpo de Bombeiros. Eles estavam pescando no rio. Às 14h, o Corpo de Bombeiros se deslocou para socorrer as vítimas. De acordo com o G1, Bebeto, Marly Salomão da Silva, de 30 anos, e Francineide da Silva, 29, conseguiram se salvar. Eles resgataram Adriane da Silva, 6, Mailson da Silva, 7, e Railson da Silva, de 8 anos. Ediza Kely, de 12 anos, se afogou e foi retirada pelos próprios familiares já sem vida. As buscas foram interrompidas às 18h de sábado, uma vez que o local do naufrágio era de difícil acesso, com mata fechada e muita lama.

Salomão da Silva Lopes, 3 anos, Camile Salomão da Silva, de 4, e Greiciane da Silva, 14, ficaram desaparecidos e só foram encontrados na manhã deste domingo, quando as buscas foram retomadas. Os corpos foram levados para o Hospital Municipal de Caracaraí, e de lá, encaminhados ao Instituto Médico Legal do estado, em Boa Vista.

Esse é o terceiro naufrágio desde terça-feira, quando uma embarcação afundou no Pará, matando 23 pessoas. Os últimos corpos encontrados eram de duas crianças. O barco Capitão apresentava uma série de irregularidades. Ele não podia transportar passageiros e não tinha licença para fazer o trajeto de Santarém até Vitória do Xingu. Além disso, transportava um carro no convés.

Na última quinta-feira, uma embarcação com 129 pessoas a bordo afundou na Baía de Todos Santos, na Bahia. Ao menos 18 morreram. O barco ligava a Ilha de Itaparica, município com pouco mais de 20 mil habitantes, ao Mercado Modelo de Salvador. A travessia Mar Grande-Salvador normalmente é feita por quem mora na ilha e estuda e/ou trabalha na capital baiana, mas também tem procura de turistas.

O Globo

Roberto Brasil