Não Basta Curtir é Preciso Compartilhar

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Ademir-Ramos

No dia 05 (domingo), o Brasil e em particular o Amazonas, vai às urnas para confirmar a sua escolha votando na seguinte ordem: depois de teclar o número do candidato a deputado estadual confirma-se; depois confirma para deputado federal; para senador; governador e, por último, o número para presidente da república. Na dúvida é melhor levar os números na cola. Aqueles que têm mais informações devem compartilhar com os seus amigos e familiares no sentido de orientar os eleitores quanto ao registro do voto na urna, bem como sua opção por um e outro candidato, lembrando que nós estamos votando em duas eleições: majoritária e proporcionais. Isto é, para presidente da república e senado, como também para as assembleias estadual e federal.

A nossa preocupação é com os idosos e também com os jovens votantes pela primeira vez, a merecer da gente atenção redobrada. Ademais, é necessário sim provocar uma reflexão sobre o voto estratégico numa perspectiva de assegurar as conquistas e criar novas conexões para garantir a participação dos coletivos nas ações de governo.

No Amazonas, a intenção de voto está centrada entre o Melo e Dudu. A oposição por sua vez não conseguiu agregar força em torno de um projeto ou nome para fazer o enfrentamento contra o poder dominante das oligarquias. E com isso sua participação nas eleições é muito mais qualitativa do que quantitativa, podendo somar ou não num projeto estratégico que venha assegurar a participação efetiva da sociedade organizada como instrumento de controle social.

Nesses termos, o voto deve ser compreendido não como Fim de uma viagem, mas, como o Meio, sendo a própria viagem, que o eleitor faz sabendo onde começa com quem pode contar e onde nós queremos chegar.

Trata-se de ver além do presente, sabendo ler o que se desenha para o futuro próximo. Vejamos, didaticamente: 1) Quando votamos para governo é bom que se saiba que está em jogo mais de 70 bilhões de reais equivalente ao orçamento para os 4 anos de governo. Na cabeça dos candidatos, não mudando a regra, estas eleições comprometem também as próximas para prefeitura em 2016 e governo em 2018, com um orçamento estimado de 200 bilhões de reais; 2) As eleições é uma consulta, onde o cidadão eleitor se manifesta, não somente pela emoção do presente, mas, sobretudo, orientado pela razão, com pé no chão, manifestando sua preocupação com o presente e o seu futuro, da sua família e de sua comunidade.

Mas, se eles são farinha do mesmo saco, então como vamos escolher? Nesta hora é bom se voltar para a trajetória de cada um e examinar a diferença entre eles. O Dudu você já conhece pela sua arrogância, pedantismo, autoritarismo, estupidez e outras façanhas; ele é o senhor de um governo único a reduzir o orçamento do Estado para fins particulares e privados. O Melo sempre trabalhou nos bastidores e agora para enfrentamento com Dudu precisa se contrapor a estas maledicências, sendo firme, determinante e corajoso e só será vitorioso se sustentar uma aliança popular, merecendo do povo do Amazonas confiança e, em contrapartida, assumindo compromisso com o povo de desmontar o esquema do Dudu no governo com a transparência e participação efetiva das organizações e dos movimentos sociais nas decisões de governo.

Portanto, o voto estratégico é uma opção a ser feita visando agregar força para afirmação da luta pelo Direito; as garantias e salvaguardas das conquistas que beneficiam diretamente à saúde, educação, seguranças, cultura, habitação e outras demandas populares. Estas mesmas orientações valem para todos nós quanto à escolha para o senado, assembleia estadual e federal. Enfim, vale muito mais o “Dito e Feito” do que as promessas cantadas por aventureiros e arrivistas que querem porque querem assaltar o nosso povo a começar pelas urnas.

Mario Dantas