Na Ponta Negra, público vibra e torce com a competição radical da Insanus Race

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insanus-race-ponta-negra-01A competição radical, realizada terça-feira (8), na Praia da Negra, pela Insanus Race, o primeiro evento deste tipo realizado na capital amazonense, foi um sucesso de competição com mais de 2 500 inscritos e de público, que assistiu e aplaudiu de pé todas as etapas do evento. Por conta do sucesso alcançado, os organizadores já estão se preparando para lançar novos eventos desta categoria, sempre com a mesma qualidade e organização.

A prova realizada no dia da Padroeira do Amazonas, teve seis horas de duração e 1,4 mil inscritos. A 1ª edição da Insanus Race desafiou e agradou os competidores. A corrida com obstáculos, que traz um modelo inédito para a região Norte, deixou os participantes, que iam do atleta bem preparado ao mais sedentário, todos sujos de lama e bem cansados, mas satisfeitos. Foram 21 baterias, com média de 50 corredores por bateria.

Com o interesse dos competidores pela Insanus Race deste ano, que 15 dias antes da corrida, teve suas 1,4 mil vagas esgotadas, muitas novidades devem marcar as duas próximas edições em 2016, previstas para ocorrerem nos dias 11 de março, em local ainda não revelado, e 8 de dezembro, novamente na Ponta Negra.

“No próximo ano, teremos 15 obstáculos ao invés dos 13. Além disso, nove desses obstáculos serão diferentes dos criados em 2015. Outro diferencial será que abriremos 6 mil vagas e a Insanus deve durar de 7h30 às 18h”, revelou um dos organizadores da competição, Aldous Santana.

insanus-race-ponta-negra-03Cansaço misturado à alegria entre os competidores

A maioria dos ‘insanos’ atravessava a linha de chegada com sorrisos de satisfação e orgulho após encarar quatro quilômetros de percurso, superando 13 obstáculos variados, que simulam treinamentos militares de alto nível em cinco patamares de dificuldade. Muitos não escondiam a euforia, seja pelas categorias Individuais Masculino e Feminino e Quarteto, de perceber que os limites do corpo e da idade não foram empecilhos para completar a desafiante prova.

Acostumado a disputar corridas de rua de cinco a dez quilômetros, em Manaus, o empresário José Reinaldo de Azevedo Moura, de 52 anos, experimentou pela primeira vez um evento no formato da Insanus. Ele largou na primeira bateria, às 7h30 da manhã.

“Mesmo cinquentão, o importante é que não sofri penalidades (pelo regulamento da corrida, um participante podia desistir de, no máximo, três obstáculos para não ser desclassificado, mas cumpria punições como fazer 20 flexões). Olha, que fui dormir às 2h30 da madrugada, porque estava numa festa, mas, para mim, foi uma diversão”, declarou Moura, que pratica esportes e tem uma alimentação balanceada.

insanus-race-ponta-negra-02O desempenho na competição surpreendeu Gracilda Limeira Ribeiro. Aos 54 anos de idade, a militar reformada acredita que a força de vontade a levou a realizar os 13 obstáculos. “Estou muito feliz por ter conseguido por ser difícil correr na areia. Na subida e descida de muros (de madeira), pensei que não fosse conseguir, só que deu tudo certo e ganhei minha medalha (de participação)”, comentou Gracilda, que não fez nenhum treinamento para a Insanus.

Para o administrador Braulio Lima, 34, que, na época, que serviu o Exército era acostumado aos tipos de obstáculos da corrida, o fator psicológico ajudou a encarar cada desafio da Insanus. Ele integra a equipe do Centro de Treinamento (CT) Michel Oliveira, que ganhou uma premiação especial na prova por ser o grupo com mais atletas inscritos, 177 no total.

“Trabalhar o emocional me fez superar os medos e tabus que costumamos colocar num evento deste. Então, aqui não foi apenas um torneio com obstáculos, e sim, um aprendizado. Nossos limites nós que estabelecemos”, disse Lima, que avaliou como ‘excelente’ a performance dele. “Fiquei seis anos parado de qualquer atividade física e retornei aos treinos há dois meses”, finalizou.

Referência no Amazonas em competições de triathlon, Jéssica Santos, 29, aprovou o modelo de corrida com obstáculos do evento na Ponta Negra. “A Insanus é uma prova bem diferente, porém, o triathlon ajuda no condicionamento físico. Fiquei surpresa comigo mesmo porque nunca fui de pular muito e fazer essas ‘loucuras’ de escalar muro. Na hora, precisamos perder o medo e adorei por sempre buscarmos algo diferente que nos desafie”, afirmou Jéssica, que, no final de novembro, terminou o Challenge de Triathlon, em Florianópolis (SC), em oitava colocada na classificação geral.

insanus-race-ponta-negra-04Adepta do treinamento funcional, Celina Fernandes, 31, espera que a próxima edição da Insanus traga novos obstáculos, mesmo admitindo dificuldades em trechos do percurso desta corrida inaugural. “Essa prova com obstáculos foi dureza. Fiz bastante esteira e caminhada porque quem não treinar ao menos isso desistirá logo de uma prova assim”, comentou.

E dedicação tinha de sobra dos competidores. Na categoria Quarteto, o grupo CrossFit Doze se preparou por um mês para a Insanus Race. “O importante é brincar e competir praticando uma atividade física. Foi um bom evento e espero que aconteça um outro em Manaus. Disputei algo parecido na prova do Combatente Ribeirinho, da Marinha do Brasil, que também é bem ‘puxado’ o percurso, mas são mais obstáculos naturais dentro de trilhas”, explicou o treinador de CrossFit, Gustavo Maquiné Batista, 34. AMAZONIANAREDE

Roberto Brasil